100 anos Atlântico x Cruzeiro: veja quem mais está neste clube centenário – Kelen Cristina

Campo do Prado Mineiro recebeu o primeiro clássico Cruzeiro x Atlântico da história (foto: Arquivo / Belo Horizonte)

No domingo, um Mineiro vazio receberá um duelo histórico: atlântico e cruzeiro vai entrar em campo para um clássico centenário – ou quase centenário, para agradar aos preciosistas. Os arquirrivals reeditarão um confronto que teve seu primeiro capítulo em 17 de abril de 1921. Portanto, faltaria uma semana para a marca exata dos 100 anos. No entanto, usaremos uma licença física para tratar o jogo como secular, até porque não sabemos se haverá outro encontro este ano.

A história do primeiro clássico entre Galo e Raposa é bastante peculiar. Para o início da conversa, foi disputado em uma era pré-cruzeiro: fundado em janeiro daquele ano, o clube foi convocado por Palestra Itália (ainda viria a ser Ypiranga antes de adotar o nome atual) e tinha as cores verde, vermelho e branco. Do outro lado, um “Atletico” preto e branco.

O jogo, num lotado Prado Mineiro (para nossa inveja), terminou com o triunfo “tricolor” por 3 a 0.

O primeiro Atlântico x Cruzeiro (ou Cruzeiro x Atltico) foi, na verdade, disputado no dia 3 de maio de 1943, um amistoso no Estádio Antnio Carlos, conhecido como Estádio de Lourdes, que terminou com uma vitória por 3 a 1 para os Atletas.

E aqui vale a pena esclarecer, para registro histórico. O Cruzeiro já era Cruzeiro desde 7 de outubro de 1942, mas a mudança de nome e de cor só foi oficializada em fevereiro de 1943, devido ao atraso na aprovação do estatuto pela Federação Mineira de Futebol (FMF).

Enfim, a contagem inicial desse que se tornou um dos maiores clássicos do Brasil data de 1921. Se não fosse em corpo, em espírito já existia Galo e Raposa, encarnado em seus ancestrais.

Disputa essa que temos o orgulho de chamar de centenária, porém, a mais antiga do Brasil. Há uma fileira na frente. Para ser mais preciso, outros 16 duelos regionais nascidos antes.

A lista começa no Rio de Janeiro, com o clássico Vov, entre Fluminense e Botafogo – e não é difícil entender a origem do apelido. Ele disputava desde 22 de outubro de 1905 e, naquele dia, tinha um tricolor 6-0.

O segundo da relação é aquele que muitos apontam como a mais rivalidade do Brasil: a Grenal. No dia 18 de julho de 1909, os gachos se enfrentaram em uma partida que teve um placar imbatível até hoje: os gremistas golsaram o Colorado por 10 a 0.

Em terceiro lugar, no intervalo de apenas uma semana, vem o confronto que em Pernambuco se chama “Clssico dos Clssicos”. Em 25 de julho de 1909, Nutico derrotou o Sport por 3-1.

Então, uma polêmica: a drbi Campinas entre Ponte Preta e Guarani. Há uma discordância sobre o primeiro duelo. Teria ocorrido em 1911, logo após a fundação do Bugre, segundo Srgio Rossi, dentista e historiador da Ponte Preta (já falecido). Macara saiu vitorioso por 1 a 0.

Mas os buggines contestam esta versão. Dizem que esse jogo nunca ocorreu, pois não há registros do tempo para a prova, apenas depoimentos. Indicam como primeiro drible o do dia 24 de março de 1912, e a próxima discricionariedade: segundo Srgio Rossi, esta partida terminou com placar favorável Ponte 4 a 1. Para os Guarani, porém, não há como atestar o resultado. .

Esse dito-me-dito não invalida a contagem geral, que prossegue com o Fla-Flu em quinto lugar: Fluminense 3 x 2 Flamengo, em 7 de julho de 1912.

O sexto clássico mais antigo do Brasil também está na Guanabara: Botafogo 1 x 0 Flamengo, em 13 de março de 1913.

Em seguida, surge um duelo entre forasteiros paulistas: Santos 6 x 3 Corinthians, no dia 22 de junho do mesmo ano.

Em oitavo lugar, chegamos à Terra das Alterosas, com o Clássico das Multides. Atlântico e América Eles deram o primeiro chute no dia 27 de julho de 1913, com uma vitória por 1 a 0 no campo de Campo Mineiro.

Duelo tradicional de Par, Remo 2 x 1 Paysandu, em 10 de junho de 1914; e o Clássico Rei do Natal – ABC 4 x 0 América, em 26 de setembro de 1915 -, fecham o top 10.

A partir daí, são seis clássicos antes de finalmente chegarmos ao encontro entre Galo e Raposa.

Os jogos entre Santos e Palmeiras são mais duradouros (em 3 de outubro de 1915, o Peixe venceu a partida por 7 a 0); o confronto Recife entre Sport e Santa Cruz (2 a 0 para Leo da Ilha, 5/5/1916); o duelo alagoano entre CSA e CRB – ​​que terminou com vitória do primeiro por 1 a 0 em 7 de setembro de 1916 -; o confronto Palmeiras x Corinthians, que abriu com uma derrota por 3 a 0 para o Palmeiras em 6 de maio de 1917; outro clássico pernambucano, o Santa Cruz 3 x 0 Nutico, em 29/06/1917; e por fim a partida Cearense x Fortaleza, vencida pelo Ceará (2 a 0) em 17 de dezembro de 1918.

muita história na área, nos quatro cantos do país.

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