A Abin tem uma estrutura paralela para defender o clã Bolsonaro, destaca Intercept


Reportagens em defesa de Flávio Bolsonaro podem ter sido produzidas pela Abin paralelamente dentro de sua própria agência, aponta reportagem do portal The Intercept Brasil divulgada neste sábado (12) editar


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The Intercept Brasil – Os relatórios produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência para alimentar a defesa de Flávio Bolsonaro são um indício de que existe um aparato clandestino de espionagem e polícia política funcionando nos porões do governo Jair Bolsonaro.

O colunista Guilherme Amado, da revista Época, publicou reportagem nesta sexta-feira mostrando que a Abin produziu pelo menos duas reportagens. Instruíram Flávio Bolsonaro e seus advogados sobre como proceder para obter documentos que anulem o processo judicial ao qual o senador é responsável pela acusação de desvio de salários de funcionários de gabinete.

O caso conhecido como rachado envolve o ex-conselheiro Fabrício Queiroz, amigo do presidente da República, preso em junho na casa do advogado Frederick Wassef, que trabalhava para Jair Bolsonaro e para o próprio Flávio.

Nesses dois documentos, segundo a Época, a Abin descreve o que diz ser uma organização criminosa na Receita Federal, de onde partiram as informações que deram início à investigação. O objetivo dos relatórios era contribuir para a tese de defesa de Flávio de que houve uma ilegalidade abusiva de seus dados fiscais. Um dos relatórios traz em campo que pretende esclarecer sua finalidade a descrição “Defesa do FB no processo Alerj demonstrando a nulidade processual decorrente do acesso desmotivado aos dados fiscais do FB”, segundo a Época.

A existência de uma Abin clandestina era uma suspeita há muito alimentada em Brasília. Ele existe publicamente desde que o próprio presidente Bolsonaro revelou ter um “sistema de informação privado” em uma reunião com ministros. Agora, a história ganha um novo caminho para a possível descoberta desse aparato ilegal.

Nesta sexta-feira, o Intercept conversou com uma fonte da Abin, que deu detalhes do caso. A fonte revelou que ela e seus colegas não confiam na mesma pessoa como sendo responsável pelo relatório. Este é Marcelo Bormevet, policial federal designado para a agência e também um entusiasta bolsonarista nas redes sociais.

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