As negociações vão fechar? A academia pode funcionar? Veja como ficam as restrições em SP – 01/12/2020 – Cotidiano


No dia seguinte à eleição municipal que, em São Paulo, reelegeu Bruno Covas (PSDB) prefeito por mais quatro anos, o governador e seu colega de trabalho, João Doria (PSDB), anunciaram o endurecimento das restrições ao funcionamento de empresas e serviços na cidade como forma de conter a pandemia Covid-19.

Depois que o prefeito minimizou as internações e negou a recorrência da doença, como os médicos alertaram por dias, a cidade saiu da fase verde e mais branda do Plano São Paulo, que estabelece regras para estabelecimentos comerciais na pandemia, e voltou ao fase amarela, mais restrita.

Veja a aparência das novas regras:

As empresas e pontos de atendimento fecharão novamente?

Não, mas agora esses lugares só podem ser abertos ao público por 10 horas. Além disso, a regressão à fase amarela do Plano São Paulo estabelece que eles só podem funcionar com até 40% da ocupação total, e não mais que 60%, pois está na fase verde.

Essas regras também se aplicam a salões de beleza e barbearias.

E quanto a shoppings e galerias comerciais?

Assim como os negócios, eles devem limitar a ocupação máxima a 40% do total e serão abertos ao público por até 10 horas. Além disso, as praças de alimentação só podem funcionar ao ar livre ou em áreas ventiladas, restrição que não existe na fase verde.

Como estão os bares e restaurantes?

Para parto e retirada, eles podem funcionar normalmente, como poderiam até mesmo na fase mais restrita da pandemia.

O consumo in loco só pode ocorrer ao ar livre ou em áreas arejadas, também com capacidade limitada a 40% do total e aberto ao público por 10 horas. No caso de São Paulo, como a cidade já estava na fase verde, o consumo local pode acontecer até as 22h. Em outras cidades, isso só pode ocorrer se o município estiver na fase amarela há pelo menos 14 dias consecutivos. Caso contrário, o consumo local só pode ocorrer até às 17h.

Concertos, cinema e teatro são permitidos?

Na região metropolitana de São Paulo sim, porque já vinha da fase verde. Nas demais cidades, somente se o município estiver há pelo menos 28 dias consecutivos na fase amarela.

Esses eventos são permitidos apenas com o público sentado. Eventos públicos permanentes são proibidos. Deve haver controle de acesso, a entrada deve ocorrer em horário agendado e as poltronas devem ser definidas previamente, com distância mínima. Além disso, a capacidade dos sites deve ficar restrita a 40% do total.

Convenções e eventos culturais em geral seguem as mesmas regras.

Como estão as academias e as instalações esportivas?

Novamente é necessário agendar a atividade física com antecedência, ou seja, não é mais possível ir à academia a qualquer momento, como permite a fase verde. Além disso, a ocupação dessas vagas está restrita a 30% da capacidade, e não mais que 60%. Não são permitidos estabelecimentos 24 horas: esses locais só podem funcionar por 10 horas. Por fim, apenas aulas e práticas individuais serão permitidas. As atividades físicas em grupo são suspensas.

Os parques vão fechar novamente?

Ainda não há definição, segundo a Prefeitura de São Paulo e o governo do estado. O Plano São Paulo não traz diretrizes para o funcionamento dos parques, e essa regra coube à prefeitura. Mesmo quando a cidade entrou na fase verde em outubro, os parques permaneceram fechados nos fins de semana, e só reabriram no dia 31 de outubro. Evidências científicas apontam que o risco de contágio em espaços abertos é menor do que em espaços fechados, e especialistas afirmam que a operação de parques é mais seguro do que de bares, onde há aglomerações de pessoas sem máscaras.

Como a cidade pretende evitar aglomerações na cidade?

Mesmo proibidas, aglomerações têm ocorrido em bares e discotecas de diferentes regiões da cidade, com pouca fiscalização da gestão de Bruno Covas (PSDB). O relatório questionou a direção do Covas se havia planos de tornar mais rígida a aplicação das novas regras, aos quais a prefeitura não respondeu.

A administração informou que aplicou dez multas por falta de autorização para eventos desde o início da pandemia até a primeira quinzena de novembro, que faz fiscalização diária em estabelecimentos que ultrapassam o tempo permitido, e que 1.284 estabelecimentos foram interditados por descumprimento das normas vigentes , dos quais 865 bares, restaurantes, cafeterias e cafés.

A prefeitura afirma que a população pode fazer reclamações pelo telefone 156.

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