Assalto em Cametá: Polícia identifica 4 suspeitos, que podem estar na floresta 03/12/2020


A Polícia Civil do Pará informou ter identificado quatro suspeitos de participação no assalto ao Banco do Brasil na madrugada desta terça-feira (1º), no município de Cametá, localizado a 234 quilômetros de Belém. As buscas continuam na região e, segundo a polícia, as investigações avançam. O roubo ocorreu um dia após o de Criciúma (SC) e surpreendeu pela semelhança de características.

Os 20 agressores se dividiram em dois grupos e aterrorizaram a cidade. Um grupo atirou no quartel da PM (Polícia Militar), enquanto o outro fez pessoas que estavam em um bar de reféns. Alessandro de Jesus Lopes de Moraes, 26, que era usado como escudo humano pelos bandidos, morreu. Morador de Cametá foi atingido por um tiro dentro de casa – foi atendido no hospital municipal e não corre risco de morte.

O Secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, acredita que os bandidos ainda estão se escondendo na mata. “Temos equipes com incursões na floresta. Um grupo já está praticamente identificado, pelo menos alguns participantes desse grupo já estão identificados, e isso foi possível pelo conhecimento das equipes sobre as situações anteriores das pessoas envolvidas e também pelas evidências reveladas nos depoimentos de reféns e testemunhas e na análise dos vídeos ”, disse o secretário.

Segundo Machado, as imagens coletadas por câmeras próximas ao banco e fornecidas pela agência estão sendo analisadas. Ele afirmou ainda que havia 38 quilos de dinamite em um dos veículos. “Há evidências do armamento usado pelo grupo como cartuchos e outros itens”, disse.

Dois veículos usados ​​pela gangue em Cametá já foram identificados. Hoje o carro de um dos reféns usado pelos criminosos foi resgatado de dentro do rio Itaperuçu, no município vizinho de Baião, no Baixo Tocantins. Dentro havia fragmentos de explosivos e projéteis.

Os especialistas vão analisar outro veículo encontrado no Km 40 da Rodovia Transcametá. Todo o material nele coletado, como cartuchos e material biológico, será analisado pelo especialista. “São vestígios importantes que vão ajudar na identificação dos autores, mas mantemos em sigilo para não prejudicar as investigações da Polícia Civil”, disse Celso Mascarenhas, diretor-geral do Centro Científico de Especialistas Renato Chaves, em relatório da Agência Pará .

Segundo o delegado da Polícia, Walter Resende, as investigações estão bem avançadas. “Já ouvimos testemunhas, tivemos acesso às imagens do circuito interno e estamos tomando providências para esclarecer o caso o quanto antes e prender os criminosos”, enfatizou.

As equipes da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) continuam na cidade realizando diligências em conjunto com a guarnição da Polícia Militar.