Até as 9h, apenas uma pessoa fez exame na Covid no primeiro dia de teste em massa em um hospital de São Gonçalo


RIO – Até as 9h, apenas uma pessoa, profissional de saúde do Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, fez o teste Covid-19 do primeiro dia de testagem em massa programada pelo governo do estado em três unidades. A cozinheira Ana Maria Lanes, 63, chegou com uma de suas filhas, a cuidadora de idosos Tatiana Lanes, 34, por volta das 8h. Tentaram baixar o aplicativo, conseguiram, mas não conseguiram fazer o teste, pelo método RT-PCR.

Sem volta: Especialistas criticam a escolha do governo de não retomar as restrições à medida que a Covid-19 sobe

– Meu pai teve um derrame e precisa de cuidados. Por isso viemos fazer o teste, para ter certeza de não contaminar. Mas tínhamos que ir ”, disse Tatiana.

O plano de testes prevê que cada um dos três centros tenha capacidade para 500 vagas por dia, das 7h às 19h. As unidades selecionadas são: Hospital Estadual Alberto Torres e Pronto Atendimento Colubandê (UPA), em São Gonçalo, e Hospital Regional da Paraíba, Dra. Zilda Arns Neumann, em Volta Redonda. A escolha, segundo o governo, levou em consideração o aumento de casos nessas regiões e a oferta de exames de RT-PCR já existentes em outros municípios do estado.

O vigilante André Vasconcelos, 47, também esteve no Alberto Torres com a esposa para fazer exames. Você baixou o aplicativo de dados para sempre e agora está aguardando uma notificação sobre a hora de testar.

– Tenho todos os sintomas do novo coronavírus. Febre, corpo dolorido, sem gosto, sem cheiro, com tosse seca. E acho que passei para minha esposa. Viemos na esperança de fazer o teste em breve. Mas foi preciso se registrar ontem. Agora, vamos esperar o momento em que poderemos fazer o teste. Não vi ninguém fazendo o teste até agora – disse ele.

A Secretaria de Estado da Saúde ainda não se pronunciou sobre um suposto problema que pode ter ocorrido na demanda.

Dados do Bem é uma iniciativa sem fins lucrativos, desenvolvida pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e pelo Zoox, que combina inteligência epidemiológica e big data para monitorar, em tempo real, a distribuição da epidemia de coronavírus nos centros. urbano. O aplicativo cria mapas de contágio e mostra os locais com maior índice de contaminação. Os resultados auxiliarão a população e o poder público na tomada de decisões em relação ao enfrentamento da pandemia.