Aumento de casos de Covid leva regiões de Minas a regredir medidas de flexibilidade | Jornal Nacional


Minas Gerais registrou 9.000 casos de Covid nas últimas 48 horas. Esse aumento ocasionou redução nas medidas de flexibilidade em metade das 14 regiões do estado.

O centro de Belo Horizonte está tão cheio que parece que a pandemia está controlada. Mas não é, não. Tanto que o governo apertou as rédeas. Sete regiões regrediram nas ondas do programa que orienta a flexibilidade nas cidades que aderiram ao Minas Consciente.

As macrorregiões Jequitinhonha, Leste do Sul e Nordeste mudaram para a onda vermelha, que permite apenas serviços essenciais. O Oriente já estava lá. As macrorregiões Centro, Centro-Sul, Norte e Oeste regrediram do verde ao amarelo, juntando-se ao Sudeste, Sul e Vale do Aço: só podem abrir serviços com menor risco de contágio. Os outros três permanecem na onda verde e têm maior flexibilidade.

Minas Gerais estava dando o exemplo. Assim que a pandemia começou, as prefeituras fecharam os serviços não essenciais. Eles evitaram uma explosão de casos e tiveram tempo para preparar o sistema de saúde. As pessoas colaboraram. Mas aí veio o descuido: festa, baile funk, bar lotado, multidão, muita gente sem máscara.

Na última semana, houve aumento de 27% no índice de contaminação pela Covid, segundo o governo de Minas. Agora, existem quase 430.000 pessoas infectadas no estado. Mais de 10.000 morreram. As autoridades estão em alerta.

“Não conseguimos abrir leitos na velocidade que a epidemia se multiplica. O cidadão deve ter essa noção. A epidemia se multiplica em progressão geométrica, aos milhares. Na hora de abrir leitos, abrimos às dezenas, no máximo ”, afirma Carlos Eduardo Amaral, secretário de Estado de Saúde (MG).