Brasil abre rota para aprovação emergencial de vacinas COVID-19


A agência reguladora de saúde do Brasil, Anvisa, disse na quarta-feira que estava aberta para aprovar vacinas COVID-19 para uso emergencial e traçou os requisitos para as empresas que desejam fazê-lo. A Anvisa disse que as autorizações serão analisadas caso a caso e que para ser considerada a vacina deve estar em estágio avançado de testes no Brasil. Ele disse que nenhum pedido foi recebido até agora.

AstraZeneca, Johnson & Johnson, Pfizer e Sinovac atualmente possuem vacinas em testes de Fase III no Brasil. O regulador disse que os produtores ainda devem buscar os registros usuais para suas vacinas.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde do Brasil divulgou um plano preliminar de imunização nacional, priorizando indígenas, profissionais de saúde e pessoas com 75 anos ou mais. O ministério disse que até agora garantiu o acesso a 142,9 milhões de doses de vacinas contra COVID-19.

Destas, 100,4 milhões de doses estão sob um acordo com a AstraZeneca, e outras 14,5 milhões através do Covax Facility co-liderado pela Organização Mundial da Saúde. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse aos parlamentares na quarta-feira que o Brasil começará a receber cerca de 15 milhões de doses da vacina AstraZeneca entre janeiro e fevereiro, com 100 milhões de doses chegando até meados do ano.

Separadamente, no segundo semestre de 2021, o instituto biomédico estatal Fiocruz também deverá produzir até 160 milhões de doses da vacina AstraZeneca, disse Pazuello. Em São Paulo, o governador João Doria disse que espera lançar a vacina Sinovac da China em seu estado até janeiro, mesmo que não faça parte do plano de imunização do governo federal.

Doria disse esperar que São Paulo receba 46 milhões de doses da vacina Sinovac, chamada CoronaVac, até o final de dezembro e um total de 60 milhões de doses até o final de fevereiro.

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