Brasil e Argentina chegam ao topo da tabela de qualificação da CONMEBOL para a Copa do Mundo, Colômbia com problemas


Sem Neymar, sem Casemiro, mas sem problemas para o Brasil, que manteve o recorde de 100% nas eliminatórias da América do Sul na terça-feira com um 2 a 0 fora do Uruguai, que também não teve jogadores importantes como Luis Suarez e Federico Valverde.

Mas o Uruguai entrou em jogo com o moral voando após a excelente vitória de sexta-feira por 3 a 0 na Colômbia e, por um tempo, os eventos pareciam seguir seu roteiro.

O Brasil teve a maior parte da bola, mas o Uruguai é bem treinado para saber quando e onde pressionar o adversário. Quando ganharam a posse, o impulso e a mobilidade de Darwin Nunez estavam dando ao Brasil algumas dores de cabeça, e ele sacudiu a parte inferior da trave de Ederson com um golpe violento.

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Com uma mistura de talento, sorte e bizarro, o Brasil tirou o jogo dos uruguaios antes do intervalo. Everton Ribeiro orquestrou a jogada pela direita, e Gabriel Jesus deu a volta para o meio-campista Arthur, cujo chute pareceu inofensivo até que sofreu um desvio e bateu o goleiro Martin Campana à direita.

Logo em seguida, o zagueiro uruguaio Jose Maria Gimenez conduziu a bola rolando por cima da linha pensando que sua equipe tinha um chute de meta. Na verdade, foi um canto, e os deuses do futebol têm tendência a punir bolas paradas desnecessárias. O Brasil abrupta, Renan Lodi cruzou e Richarlison evitou Rodrigo Bentancur para cabecear no segundo poste.

O segundo tempo pertenceu à excelente dupla de zagueiros brasileiros Marquinhos e Thiago Silva, que dificilmente deu aos uruguaios a chance de marcar o gol. Em um reinado de mais de quatro anos, o técnico do Brasil, Tite, perdeu apenas uma partida oficial – aquela fatídica nas quartas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica. Ele deve se arrepender de ter deixado Marquinhos no banco para aquele torneio, pois sua velocidade extra certamente foi perdida contra os belgas. O Uruguai percorreu seu repertório, trazendo Brian e Jonathan Rodriguez para dar a largura extra. Mas eles não puderam causar boa impressão, e quando Edinson Cavani foi expulso por causa de uma marca feia em Richarlison, foi um ato de pura frustração. Martin Cáceres enfiou a bola na rede brasileira de um corpo a corpo após um escanteio, mas foi descartada por um impedimento estreito – prova de que não era a noite do Uruguai.

O estádio Centenário de Montevidéu estava assustadoramente silencioso para o evento, mas o outro jogo de terça-feira entre Peru e Argentina teve como pano de fundo sirenes da polícia do lado de fora do Estádio Nacional de Lima, sintomas da crise política do país.

E o clima no Peru não terá melhorado com a derrota por 2 a 0 para a Argentina, que, como o Brasil, construiu sua vantagem no primeiro tempo.

O Peru tem apenas um ponto em quatro jogos e agora perdeu três consecutivos. A Argentina, por sua vez, tem três vitórias e um empate, e uma série de 11 partidas invencíveis desde a semifinal da Copa América do ano passado contra o Brasil.

O técnico novato, Lionel Scaloni, está obtendo um sucesso surpreendente no trabalho. A Argentina parece um time coerente pela primeira vez desde a Copa Centenário dos Estados Unidos em 2016. Lionel Messi parece mais integrado à trama lateral, no centro de pequenas parcerias com Leandro Paredes, Giovani Lo Celso e Rodrigo De Paul no meio-campo e Lautaro Martinez na frente.

E, quando o equilíbrio coletivo do lado está funcionando, é mais fácil apresentar novos jogadores. No mês passado, Lucas Ocampos emergiu como um membro importante do time. Desta vez, ainda mais surpreendente, foi a vez do canhoto Nico Gonzalez do Stuttgart. Ele entrou no último minuto contra o Paraguai na última quinta-feira para jogar como lateral-esquerdo improvisado e fez o gol da Argentina. Ele também conseguiu a primeira contra o Peru, aproveitando o passe de Lo Celso para abrir espaço e vencer o goleiro com um belo chute cruzado. O segundo veio de uma bela jogada de passe, onde Messi e De Paul combinaram para servir Martinez, que escorregou para casa após estourar o goleiro.

Há muito o que admirar no jogo da Argentina. No entanto, persistem dúvidas sobre a qualidade da defesa, que foi pouco testada nas primeiras quatro rodadas. Mas isso deve mudar em março, quando a equipe de Scaloni recebe o Uruguai e depois viaja para o Brasil.

Já os brasileiros vão se aquecer para o grande confronto com a Argentina, visitando a Colômbia, que deve ter um novo técnico no cargo.

Certamente Carlos Queiroz enfrenta o desafio de permanecer no emprego depois de alguns dias desastrosos. A derrota em casa por 3-0 na sexta-feira para o Uruguai foi seguida por uma goleada de 6-1 para o Equador – a Colômbia perdia por quatro antes dos 40 minutos, e Queiroz respondeu imediatamente com quatro substituições.

Um treinador que vai para o banco antes do intervalo está efetivamente fazendo uma admissão pública de que está perdido, por isso não foi um bom augúrio quando Queiroz fez uma mudança depois de apenas meia hora contra o Uruguai. O equilíbrio de sua equipe não parecia bom desde que ele perdeu os dois laterais-direitos no mês passado.

Apesar de toda sua experiência mundial, Queiroz pode não ter sido muito versado em jogar em altitude – a capital equatoriana, Quito, fica a 2.800 metros acima do nível do mar. É difícil para oponentes não aclimatados e requer um planejamento específico. A seleção colombiana não foi suficientemente compacta e esbarrou no Equador em um daqueles dias em que tudo deu certo.

Isso não quer dizer que os equatorianos tiveram sorte. Três vitórias em quatro jogos e 13 gols marcados contam uma história. O técnico argentino Gustavo Alfaro entrou no último minuto, mas está se mostrando bem. Ele sempre foi mais feliz com equipes de contra-ataque, e o Equador está em sua melhor forma, abrindo caminho pelas laterais. O meio-campista sutil Angel Mena foi a surpresa da campanha até agora, e o poderoso e jovem ala Gonzalo Plata foi a estrela do ataque, empurrado de perto pelo meia-campista Moises Caicedo.

Com o ímpeto da força do vendaval atrás deles, o Equador lamentará ter que esperar até o final de março para as próximas duas rodadas da campanha da maratona.

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