Brasil tem 6,4 milhões de infectados e mais estados em alta em 7 dias – 12/02/2020


O Brasil registrou 669 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, atingindo um total de 174.531 mortes desde o início da pandemia. Onze estados mostraram uma tendência de aceleração na média de mortes, o maior número em uma semana.

Com 48.107 novos diagnósticos positivos para a doença de ontem para hoje, o país já conta com 6.436.633 infectados pelo novo coronavírus. As informações são do consórcio de veículos de imprensa de que a Twitter é parte de.

A média móvel de óbitos, calculada com base nos óbitos diários dos últimos sete dias, é de 533 – o que representa estabilidade (-2%) em relação aos últimos 14 dias.

Dados de Saúde

Foram 698 novos óbitos causados ​​pelo covid-19 nas últimas 24 horas em todo o Brasil, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, já ocorreram 174.515 mortes pela doença no país.

De ontem para hoje, foram 49.863 testes positivos para o novo coronavírus no Brasil. O número total de infectados aumentou para 6.436.650 desde o início da pandemia.

Segundo o governo federal, 5.698.353 pessoas já se recuperaram da doença, com outras 563.782 em acompanhamento.

Maior aumento em sete dias

Onze estados apresentaram tendência de alta na média móvel de óbitos, enquanto apenas cinco caíram. Dez estados mais o Distrito Federal foram os estados em estabilidade.

A última vez que o Brasil teve um número maior de aumentos foi no dia 25 de novembro, quando registrou 12 estados com tendência de aceleração.

Entre as regiões, o Centro-Oeste (-43%) teve queda na média de óbitos. Norte (29%) e Sul (43%) apresentaram aceleração. As regiões Nordeste (15%) e Sudeste (-14%) mostraram estabilidade.

Para medir a situação dos óbitos por covid-19, os especialistas indicam por meio da média móvel dos óbitos, que calcula a média dos registros observados nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, pois equilibra as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de comunicação adotou esse período para verificar oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a queda for maior que 15% se verificada nos últimos 14 dias – no caso, o período das duas últimas semanas. Se os números aumentarem mais de 15%, a epidemia se acelera. Os valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região sudeste

  • Espírito Santo: aceleração (36%)
  • Minas Gerais: queda (-32%)
  • Rio de Janeiro: queda (-29%)
  • São Paulo: estável (-2%)

Região norte

  • Acre: aceleração (100%)
  • Amazonas: aceleração (43%)
  • Rondônia: aceleração (114%)

Região Nordeste

  • Bahia: estabilidade (-4%)
  • Ceará: aceleração (151%)
  • Maranhão: estabilidade (2%)
  • Pernambuco: aceleração (16%)
  • Rio Grande do Norte: estável (-3%)
  • Sergipe: aceleração (40%)

Região centro-oeste

  • Distrito Federal: estável (-11%)
  • Mato Grosso: estável (-6%)
  • Mato Grosso do Sul: aceleração (-65%)

Região sul

  • Paraná: aceleração (22%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (17%)
  • Santa Catarina: aceleração (139%)

Os veículos se reúnem para obter informações

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso aos dados sobre a pandemia covid-19, a mídia Twitter, Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa na busca das informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas as atitudes das autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em questão a disponibilidade dos dados e sua veracidade.