Conservador, Guillermo Lasso é eleito presidente do Equador | Mundo

O ex-banqueiro Guillermo Lasso foi eleito presidente do Equador neste domingo (11). Lasso faz parte da direita conservadora e derrotou o economista de esquerda Andrés Arauz no segundo turno das eleições. Com 96,92% dos votos apurados, Lasso registrou 52,52% dos votos válidos, contra 47,48% de Arauz. Lasso já foi eleito matematicamente.

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No primeiro turno, Lasso havia conquistado o segundo lugar, com 19,74% dos votos, enquanto Arauz havia registrado 32,72%.

Yaku Pérez ocupou a terceira colocação no primeiro turno, com 19,38% (ficou de fora do segundo turno por menos de 33 mil votos), e preferiu não declarar apoio a um dos candidatos. “Nós votamos pela ecologia, pela liberdade, e eles não têm essas qualidades. Nosso voto será nulo”, disse ele em entrevista ao G1.

O candidato presidencial equatoriano do movimento Creando Oportunidades (CREO), Guillermo Lasso, vota em Guayaquil, Equador, em 11 de abril de 2021. – Foto: FERNANDO MENDEZ / AFP

O ex-banqueiro havia concorrido à presidência do Equador em 2013 e 2017, quando foi derrotado. Lasso representa a direita tradicional e reúne apoio entre empresários, alguns meios de comunicação e eleitores desencantados com o socialismo do século 21 que Correa proclamou.

Lasso assumirá o controle do país de 17,4 milhões de habitantes a partir de 24 de maio, substituindo o impopular Lenín Moreno, que deixa o posto hostil por críticas à gestão da pandemia Covid-19 e seus efeitos econômicos.

O candidato presidencial de esquerda equatoriano Andres Arauz mostra um certificado dado a ele na Junta Eleitoral de Quito durante o segundo turno das eleições em 11 de abril de 2021. Os equatorianos elegem seu próximo presidente no domingo com eleitores escolhendo entre um jovem socialista protegido do primeiro o líder Rafael Correa e um conservador veterano, já que o país rico em petróleo enfrenta uma crise econômica exacerbada pela pandemia de Covid-19. – Foto: Camila BUENDIA / AFP

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Arauz tem 36 anos (se tivesse sido eleito, seria o presidente mais jovem da América Latina) e é conhecido por ser o herdeiro político do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017). O ex-chefe de Estado ainda orbita o cenário local, apesar de ter estado fora do Equador há quatro anos e ter sido condenado por corrupção, processo que atribui à perseguição política.

Muito ativo no primeiro turno, Correa praticamente desapareceu na reta final da campanha, na tentativa de proteger seu pupilo das forças que o repelem. O ex-presidente está na Bélgica desde 2017.

Candidatos votam no segundo turno das eleições presidenciais no Equador

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