Defesa tenta adiar o interrogatório de Witzel mais uma vez no processo de impeachment | Rio de Janeiro

  • TJRJ determina que defesa de Witzel e Alerj tenham acesso ao depoimento do processo de impeachment

O Juizado Especial Misto agendou para quarta (7) e quinta (8) os dois depoimentos que faltam para a conclusão do processo – o do ex-secretário estadual da Saúde, Edmar Santos, e o de Witzel.

Edmar Santos será ouvido pela segunda vez.

O interrogatório de Witzel foi interrompido em dezembro por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O supremo acatou pedido da defesa, que defendia que o interrogatório de Witzel deveria ser o último ato do período de coleta de provas e deveria ser realizado após a defesa ter acesso ao conteúdo do argumento de vitória de Edmar Santos.

Agora, a defesa de Witzel argumenta que ele não teve acesso a todas as alegações e manter o interrogatório seria uma restrição à liberdade de defesa.

Mas, em março, o novo presidente do Tribunal Especial Misto, desembargador Henrique Figueira, determinou que a defesa do governador cessante e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tivesse acesso a todos os depoimentos do processo de impeachment, bem como todas as evidências anexadas.

Para a Figueira, portanto, não há impedimentos aos interrogatórios.

Desvios de saúde suspeitos

Witzel foi destituído e denunciado pela Procuradoria-Geral da República por suspeita de corrupção. Segundo as investigações, ele era o chefe de uma organização criminosa que teria desviado recursos públicos do setor saúde durante a pandemia. Ele nega qualquer irregularidade.

Em 11 de fevereiro, o Tribunal Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou por unanimidade o recebimento da denúncia e indicou Witzel como réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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