Demanda por energia limpa ameaça uma das regiões mais ricas e férteis da Amazônia

  • José Carlos Cueto
  • BBC World News

Crédito, Getty Images

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O boom de investidores chineses em 2019 e 2020 desencadeou o caos na extração de Pau-de-balsa no Equador

Alguns meses se passaram desde que de repente, como se nada tivesse acontecido, a chamada febre Pau-de-balsa esfriou no Equador. Mas as consequências de dois anos de extração frenética são visíveis e preocupantes.

A demanda disparou porque investidores chineses, incentivados por um subsídio estatal, chegaram com muito dinheiro em busca de toneladas dessa madeira, usada na fabricação de pás para geradores eólicos.

A urgência na obtenção da matéria-prima e o descontrole do governo equatoriano diante das restrições decorrentes da pandemia contribuíram para desencadear o caos, entre outros territórios, na província de Pastaza, uma das áreas de maior riqueza natural do país. Amazônia e onde estão concentradas dezenas de milhares de hectares desta espécie.

O boom de Pau-de-balsa encheu o bolso de muitos, mas também deixou problemas para trás.

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