Destaque: Investimentos em tecnologia de um produtor brasileiro de biocombustíveis


A UISA, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do Brasil, está investindo em inteligência artificial, internet das coisas (IoT), novo software de gestão e redes privadas para melhorar a eficiência da produção e diminuir os custos operacionais.

A empresa, anteriormente chamado Usinas Itamarati, ainda mantém uma dívida elevada, embora herdada de seus proprietários anteriores.

Em fevereiro, a UISA concluiu um projeto com o provedor de soluções de armazenamento americano Pure Storage, que implantou a infraestrutura convergente FlashStack, desenvolvida em conjunto pela Pure e Cisco, e contratou o modelo de assinatura Evergreen Storage da Pure para suas operações.

Ao trazer o equipamento de armazenamento “para dentro”, o produtor de biocombustíveis reduziu os custos relacionados aos contratos de hospedagem. Essa transformação resultou em uma economia anual de cerca de 1,5 milhão de reais (US $ 296.000), de acordo com a Pure Storage.

Valores do contrato com a empresa norte-americana, porém, não foram divulgados.

O uso de infraestrutura convergente também deve servir de base para UISA’s projetos no segmento sustentável, incluindo irrigação e energia limpa para redes municipais.

“Nosso objetivo é mudar a forma como o agronegócio é feito no Brasil por meio de tecnologia, inovação e pessoas”, afirmou. CTO Rodrigo Gonçalves disse em um comunicado.

Usando algoritmos inteligentes para processar a grande quantidade de dados de campo, o UISA também pode aumentar a eficiência e otimizar a produtividade da colheita, que no caso da cana-de-açúcar cresceu 30%, para 25.660 t / d.

ERP E COLABORAÇÃO

Em outra frente, a UISA migrou seu sistema de gestão SAP para a plataforma S / 4 Hana. Anteriormente, o grupo usava a versão ECC menos potente.

A UISA também adotou o G Suite do Google para organizar toda a comunicação interna e externa, de e-mails a reuniões. A implementação inclui proteção contra vazamento de dados.

Ambos os projetos foram coordenados pelos franceses ISTO consultoria Atos.

“A parceria entre a Atos e a UISA abre um leque de oportunidades para o desenvolvimento de soluções e projetos. Em um futuro próximo, as empresas não descartam a expansão de suas ações de transformação digital”, afirmou a Atos em comunicado este mês.

REDES PRIVADAS

Para garantir que a tecnologia, especialmente sensores e aplicações em campo, funcione sem problemas, a UISA contratou a Telefônica Brasil para implantar uma rede 4G privada em 88.000ha da Fazenda Guanabara.

O contrato inclui a ativação de IoT de banda estreita (NB-IoT) e tecnologias de evolução de longo prazo para máquinas (LTE-M) para suportar aplicações de IoT.

A operadora de telecomunicações também será responsável pela infraestrutura física associada ao projeto IoT, incluindo a construção de torres, equipamentos eletrônicos para a prestação de serviços móveis e 300 dispositivos IoT.

REESTRUTURANDO

Essas tecnologias Os investimentos ocorrem em um contexto de reestruturação da produtora de biocombustíveis, que passou a ser controlada pelo fundo de private equity CVCIB Holdings em 2019, quando mudou sua razão social para UISA.

Recentemente, a UISA divulgou lucro líquido pro forma para os primeiros seis meses da safra 2020/21 de R $ 203 milhões, três vezes mais do que na safra anterior, enquanto a dívida consolidada ficou em R $ 3,4 bilhões.

A receita líquida no segundo trimestre foi de 246 milhões de reais, um aumento de 3,9%. Mas a receita líquida do primeiro semestre caiu 6,7% ano a ano para R $ 420 milhões.

A UISA opera uma área de 90.000ha, dos quais 34.200ha são plantações de cana-de-açúcar. Sua transformação digital começou há cerca de um ano e meio.