Em meio à pandemia, pedidos disparam para robô do Brasil que alimenta porcos tocando música clássica


SÃO PAULO (Reuters) – As encomendas de um robô alimentador de porcos brasileiro, que toca música clássica enquanto distribui as refeições, dispararam este ano, enquanto os agricultores lutavam para cortar custos em meio à pandemia do COVID-19.

A Roboagro, empresa privada que vende o robô, disse em um comunicado enviado à Reuters na quinta-feira que os pedidos aumentaram em média 400%, para 60 unidades por mês.

A máquina utiliza comedouros lineares que permitem aos animais, que são divididos em currais, receberem a quantidade exata de ração necessária para cada refeição. Enquanto funciona, ele toca música clássica, que a empresa afirma atenuar o estresse animal.

O diretor da Roboagro, Giovani Molin, disse no comunicado que o robô reduz a presença de humanos nas fazendas de suínos e gera dados que ajudam a melhorar o gerenciamento geral do rebanho.

A ração é responsável por até 75% dos custos de produção de suínos, e cada centavo conta em meio a um aumento acentuado nos preços dos grãos devido à demanda aquecida.

Segundo Roboagro, os produtores que utilizam a tecnologia podem melhorar a conversão alimentar dos suínos, aumentando a qualidade dos animais. O robô pode economizar cerca de 40.000 reais ($ 7.792) por ano por lote de 1.000 animais, diz ele, um cálculo que não inclui custos de mão de obra.

A Roboagro diz que seu robô está em uso em cerca de 500 fazendas no Brasil, incluindo fornecedores de grandes processadores como JBS SA e BRF SA, que enfrentaram surtos de COVID-19 em suas instalações.

O Brasil, produtor de proteína gigante, impulsionou em 40% o volume das exportações de carne suína nos primeiros 10 meses do ano. Esse comércio gerou US $ 1,87 bilhão em receita, um aumento de quase 50% com a forte demanda chinesa.

($ 1 = 5,1332 reais)

Reportagem de Ana Mano; Edição de Marguerita Choy

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