Entenda a evolução do crédito imobiliário anunciada pela Caixa

Em um momento de alta dos preços no país, impulsionados principalmente pela gasolina e pela eletricidade, o sonho da casa própria ficou mais próximo.

A partir de 18 de outubro, a Caixa Econômica Federal aplicará uma nova taxa de juros para o crédito imobiliário. Com a redução, os empresários do setor esperam que o efeito no mercado seja imediato e projetam a entrada de um milhão de pessoas no mercado imobiliário do país.

A redução ocorreu na forma de financiamentos vinculados à poupança. Nesta linha, além da variação da poupança, foi aplicada uma alíquota de 3,35%. Agora, foi para 2,95%.

“Outro ponto importante foi a carência de seis meses e a ampliação do financiamento para 35 anos”, explica o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

A decisão vai contra o mercado. Como a Selic, que é a taxa básica de juros, vem subindo, outros bancos privados aumentaram suas taxas recentemente. Taxas de juros mais baixas para a casa própria devem aquecer a disputa entre as instituições financeiras.

Em agosto, a Caixa registrou a maior contratação de financiamentos imobiliários da história. Foram mais de R $ 14 bilhões em novos contratos de financiamento. Com a redução das taxas de juros, a expectativa do banco é bater novos recordes e chegar a R $ 140 bilhões neste ano.

Em 2020, o banco registrou R $ 116 bilhões em contratos de financiamento habitacional e em 2019, cerca de R $ 80 bilhões.

Source