Especialistas alertam sobre casos de pico de COVID-19 em todo o mundo após o Natal


Profissionais de saúde e infectologistas já começam a se preocupar com a chegada do primeiro Natal em meio a uma pandemia, incluindo a própria OMS (Organização Mundial da Saúde). Com a chegada das festas de fim de ano, que costumam significar viagens e encontros de diferentes grupos de várias pessoas, são grandes as chances de que a contaminação pela COVID-19 alcance grandes picos no próximo mês.

Mike Ryan, diretor de emergências da OMS, fez uma declaração sobre o assunto no final do mês passado, informando que cada governo terá que decidir qual política será aplicada com base nos riscos epidemiológicos, sociais e econômicos. A líder técnica da OMS COVID-19, Maria Van Kerkhove, recomenda que as famílias optem por reuniões virtuais. “É muito difícil porque, principalmente nas festas, queremos muito estar com a família. Mas, em algumas situações, a difícil decisão de não ter uma reunião familiar é a aposta mais segura”, explica.

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Jaques Sztajnbok, supervisor de UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, disse ao site da BBC Brasil que é esperado um grande número de novos casos em janeiro. “Se reproduzíssemos as festas de Natal da forma como costumam ocorrer, neste momento epidemiológico, o que espero é um aumento brutal no número de casos, devido à contaminação que ocorrerá neste momento”, diz o profissional.

A recomendação de governos de diversos países é que as pessoas evitem se reunir no Natal e no Ano Novo, pois mesmo com todos os cuidados necessários o risco de contágio não deixa de existir. Além disso, com as notícias recentes sobre os resultados dos testes de uma vacina e de países que já iniciaram a vacinação, as pessoas podem acabar tendo uma falsa ilusão de segurança.

“Estamos próximos da vacina, mas infelizmente temos gente perdendo o jogo na prorrogação – são mortes desnecessárias. Precisamos aguentar esse último terço da jornada até a vacina”, afirma Estevão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia . Ryan também fala sobre as vacinas, dizendo que mesmo com as doses prontas, isso não significa que o mundo ficará livre do COVID-19 tão rapidamente, principalmente porque muitos países não conseguirão iniciar o processo de vacinação tão cedo.

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Nos Estados Unidos, os alertas começaram ainda mais cedo devido ao tradicional feriado de Ação de Graças, o Dia de Ação de Graças, que também é conhecido por reunir familiares e amigos no final de novembro. No dia 19 do mesmo mês, o Centro de Controle de Doenças do país, o CDC, pediu aos americanos que evitassem comemorar com encontros físicos, com o dia chegando ao fim com um número recorde diário de 183 mil novos casos.

Caso ocorram encontros, o ideal é que sejam pequenos grupos de pessoas, respeitando as regras de distância social, usando máscara quando não estão comendo e também que o local seja arejado.

Fonte: BBC

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