Heróis do século 21 são homenageados nos 300 anos mineiros


(foto: EDSIO FERREIRA / EM / DA IMPRENSA)

No dia em que Minas Gerais comemora 300 anos de autonomia política e administrativa, a partir da criação da Capitania de Minas, em 2 de dezembro de 1720, os grandes heróis homenageados são os profissionais de saúde que estão lutando arduamente para salvar vidas em tempos de nova pandemia do coronavírus.

Para comemorar a data, Caet, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, promove na manhã desta quarta-feira (2/12) uma cerimônia cvic e cultural em Memorial Emboabas, em frente à sede de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

De acordo com a prefeitura local, todos os protocolos sanitários são respeitados para prevenir a aglomeração e a transmissão do vírus causador da COVID-19.

Em Minas Gerais, diversas atividades estão programadas, a partir de hoje, para comemorar os 300 anos, como o lançamento de livros, palestras online e seminários virtuais.

Nesta quarta-feira (2/12), às 18h30, na capital, o governador Romeu Zema participa da solenidade comemorativa do 300 anos, no Palácio da Liberdade, inaugura-se também a iluminação da Praa da Liberdade e a programação cultural do projeto 300 + 1, que se prolonga em 2021.

Os profissionais que atuam em hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento são representados, na cerimônia, pelo secretário de Saúde do Caet, Alisson Vitor Marques, e uma placa de homenagem ao mérito foi entregue pelo reeleito prefeito Lucas Coelho Ferreira .

A Prefeitura de Caet informa que a comemoração será realizada em parceria com a Associação de Cidades e Municípios Históricos do Circuito do Ouro.

Emboabas

Um dos pontos importantes do encontro é relembrar a Guerra dos Emboabas (1707-1709): no distrito de Morro Vermelho, a seis quilômetros do centro de Caet, ocorreu a primeira eleição direta para governador das Américas, Manuel Nunes Viana (1670-1738), por defeito da coroa portuguesa.

(foto: ED
(foto: EDSIO FERREIRA / EM / DA IMPRENSA)

“Não se pode falar da história de Minas sem destacar a Guerra dos Emboabas”, afirma o secretário municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio, Marcos Luciano de Figueiredo.

O programa incluía a leitura do alvará de 2 de dezembro de 1720, assinado pelo Rei de Portugal, D. João V (1689-1750), que especifica a delimitação do território da Capitania de Minas, a organização administrativa e as questões jurídicas, na sequência do entrega de pelourinho restaurado à comunidade, que representa, na opinião dos organizadores, um símbolo de reflexão sobre o vício da escravidão no Brasil.

A leitura do alvar rgio foi feita pelo estudante de história gata Santos.

Balões vermelhos e brancos, nas cores da bandeira mineira, também foram lançados com os nomes dos 853 municípios do estado. Tudo isso ao som de ‘Oh! Minas Gerais!’.

O monumento em cantaria fica em frente à Escola Municipal Doutor João Pinheiro, o local mais adequado, segundo o secretário, uma vez que aí funcionavam a Câmara e a Casa Prisional no período colonial.

A cidade, anteriormente Vila Nova da Rainha, acolhe a Capela do Cordo de São Francisco, de finais do século XVIII, que foi restaurada e esteve encerrada durante 10 anos.

A cerimônia cvica e cultural também incluiu a apresentação de uma obra em arte digital na Capela do Rosário localizada no Morro Vermelho e, além de ser um templo da religiosidade, tornou-se um cone de Caet e remonta aos tempos dos Guerra dos Emboabas.

A cerimônia será presidida pelo prefeito reeleito do Caet, Lucas Coelho Ferreira.

História

Um dos destaques da história de Caet está na Guerra dos Emboabas. No início do século 18, os paulistas, descobridores das minas, se instalaram nos acampamentos que iam de Caet a São João del-Rei.

(foto: ED
(foto: EDSIO FERREIRA / EM / DA IMPRENSA)

Atraídos pelas riquezas, os emboabas, grupo formado por portugueses, baianos e pernambucanos, também chamados de reis e forasteiros, chegaram em massa, invadindo a região e revoltando os pioneiros.

A disputa pelo ouro e pelo poder – sobretudo, uma disputa política pelos principais cargos e cargos da administração instalados na região – levou a conflitos armados e à escolha, em 1707, de um emboaba para governador, à revelia dos portugueses coroa.

Ninguém sabe o número exato de mortos e feridos, mas os pesquisadores têm uma certeza: a guerra abriu caminho para uma série de levantes, como o Sedio de Vila Rica (1720), a Inconfidência Mineira (1789) e para a criação da as primeiras aldeias de ouro. Além disso, gerou um clima de “rebeldia”, permitiu o aprendizado da luta política e marcou um fortalecimento das relações entre a colônia e a metrópole.

História e cultura

Veja as atividades em comemoração aos 300 anos de criação da Capitania de Minas

Quarta-feira (2)

10h – Palestra Minas Gerais no imaginário do século XVIII: entre o sonho e o pesadelo, da professora de história Adriana Romeiro, da Universidade Federal de Minas Gerais. Divulgação do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, com transmissão pelo canal virtual do IHGMG.

10 de dezembro

Lançamento do livro Orbe e Encruzilhada, pela Editora UFMG, sob a coordenação do Professor José Newton Coelho Meneses, com 29 autores em 14 capítulos.

16 de dezembro

Lançamento do livro Minas Gerais 300 anos, organizado pela Professora Márcia Maria Duarte dos Santos e Adalberto Andrade Mateus, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG). No Palcio das Artes, em Belo Horizonte, com horário a definir.

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