Justiça mantém presidiários e familiares pegos com plantação de maconha


O desembargador do Núcleo de Audiências de Custódia (NAC) Evandro Moreira da Silva converteu a prisão em flagrante delito do delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Marcelo Marinho de Noronha, flagrado com uma grande plantação de maconha. A prisão ocorreu nesta sexta-feira (4/12) em decorrência de ação coordenada pela Corregedoria da corporação. Além de Noronha, sua esposa e dois filhos também ficarão detidos por tempo indeterminado.

Na audiência realizada neste sábado (5/12), a defesa do delegado chegou a alegar que a polícia e a família usam maconha para fins terapêuticos. No entanto, o magistrado entendeu que há a necessidade de converter a prisão em flagrante delito em preventiva por causa do risco para a ordem pública. Ele citou a grande quantidade de drogas apreendidas e que os investigados usavam uma pequena fazenda e mantinham ‘um arsenal de equipamentos que permitiria o plantio em larga escala, como iluminação artificial, estufa, entre outros ”, detalhou o juiz.

Noronha é delegado de 1ª classe. Já serviu na 10ª Esquadra (Lago Sul) e atualmente é membro da Comissão Disciplinar Permanente (CPD) da PCDF. O policial foi indiciado por tráfico e associação de traficantes. Se condenado, ele pode pegar até 15 anos.

Conforme revelado pelo Metrópoles Neste sábado (5/12), o delegado foi flagrado com diversas espécies de sementes e mudas, além de plantas já desenvolvidas, em um terreno no Distrito Federal. Também estão presos a esposa Teresa Cristina Cavalcante Lopes e seus filhos, Marcos Rubenich Marinho de Noronha e Ana Flavia Rubenich Marinho de Noronha.

As investigações apontam que trabalharam com sementes internacionais, de forma especializada. O espaço contava com estrutura de iluminação e estufa para acondicionamento de entorpecentes.

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Procurado por Metrópoles, a empresa confirmou a ação e disse que a Corregedoria da Polícia Civil tem total autonomia para funcionar.