Libertadores: Queda do Flamengo esfria plano de final com público no Rio – 12/02/2020


A cúpula da Conmebol mostra neste momento o pessimismo de ter público na final de solteira da atual edição da Libertadores, no dia 30 de janeiro de 2021, no Maracanã. Na semana passada, em reunião de conselho e contato com clubes, a direção da entidade informou que ainda não descartou a venda de ingressos, mesmo em número limitado, e que dependia apenas do governo brasileiro (especificamente do Rio de Janeiro) .

Havia algumas expectativas a serem cumpridas e uma delas era o Flamengo para avançar na competição. A possibilidade de ter o time do Rio de Janeiro, na visão da Conmebol, seria um fator importante pela falta de deslocamento da torcida em caso de liberação da abertura dos portões e pela maior chance de convencer as autoridades locais, se havia condições sanitárias claras.

Com a pandemia, mesmo que as autoridades cariocas liberem o público, haverá limitações para viagens, mesmo internamente no Brasil – quatro seleções brasileiras ainda têm a chance de estar no Maracanã no dia 30 de janeiro (Palmeiras, Grêmio, Inter e Santos). Se for um jogo entre duas equipes de fora do Brasil, a avaliação da Conmebol é que dificilmente haveria demanda por conta das restrições de viagens. Por isso a presença do “dono da casa” era algo que faria a Conmebol negociar a libertação com mais diligência.

O Flamengo caiu nas oitavas de final após perder nos pênaltis para o Racing, nesta terça-feira (2). Neste momento, o foco da Conmebol é obter a liberação das autoridades para que possam utilizar pelo menos as caixas do Maracanã, com capacidade reduzida, para acomodar patrocinadores.

Na semana passada, as cartolas da confederação sul-americana também informaram os procedimentos que os clubes finalistas deverão cumprir antes da final. As delegações devem chegar pelo menos cinco dias antes ao Rio e se isolar em um hotel, partindo apenas para o treinamento. A ideia é testar todos os membros a cada dois dias para o Covid-19 – há o medo de que um surto prejudique a decisão se uma equipe tiver muitas ausências devido à doença.

Ainda haverá a confirmação de quantos integrantes cada delegação poderá levar ao Rio – hoje esse número é de 55 quando as equipes viajam. Dependerá de como será o protocolo sanitário do Rio na época. A mudança de comando da prefeitura, com a saída de Marcelo Crivella (republicanos) e a entrada de Eduardo Paes (DEM), no início de janeiro, também deixa a situação mais nebulosa.

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