Líder paulista com vitória que afirma base de largada de Diniz – 03/12/2020


A vitória sobre o Goiás lanterna e praticamente rebaixado, mesmo na Serrinha, era até previsível. Mas por ser o jogo adiado da série de três que faltava com a possibilidade de transformar o time com menos pontos perdidos no líder do brasileiro, ele na verdade ganhou mais peso.

E a resposta do paulista Fernando Diniz foi mais que positiva. Desta vez sem ter que recorrer ao banco para se impor, como no 3 a 1 sobre o Bahia, ou perder desempenho ao longo do tempo e a chance de vitória, como no empate por 1 a 1 com o Ceará.

Não foi um massacre, mas o jogo estava sempre sob controle. Desde o início com marcação antecipada, mobilidade do quarteto ofensivo, fluência de Reinaldo na esquerda e liderança de Daniel Alves na organização. Trabalho facilitado pelo gol de Igor Gomes aos 19 minutos.

Recebendo pela direita, embora a posição usual seja como meio à esquerda. Com total liberdade para dominar e finalizar, aproveitando a recuada equipe goiana e o trio de zagueiros afundados na própria área. O time da casa só finalizou em direção ao gol de Tiago Volpi no último ataque do primeiro tempo, na vez de Keko.

Por excesso de cautela, mas também pela concentração defensiva de São Paulo. Com Arboleda na defesa e Juanfran na lateral, jogadores disputados que crescem com a evolução coletiva de uma base inicial. Consolidado no início da segunda etapa, em uma nova inversão das meias: Gabriel Sara recebeu de Luciano pela esquerda e serviu o Brenner para fazer o sétimo gol do atacante no brasileiro, 18º na temporada.

Diniz teve tempo e apoio para refinar e encontrar o melhor, ou a formação mais equilibrada. E contar com a competência do departamento médico e da fisiologia para não perder jogadores, mesmo em um cronograma insano. O bom momento, a clara alegria de estar em campo e vencer também ajudam no gerenciamento do desgaste. Bem como a integração e organização que fazem São Paulo funcionar bem.

E dê confiança até às reservas. Na jogada de Vitor Bueno pela esquerda, o Tche Tche serviu a Hernanes, autor do terceiro golo quando o jogo já se administrava em ritmo de treino para dosar a energia e dar minutos às peças mais utilizadas pelo treinador.

3 a 0 para entrar na rota do título brasileiro que não vence desde 2008. Com o simbolismo de uma vitória com autoridade: 60% de posse de bola, 15 finalizações a nove, seis a três no gol. Depois de algum trabalho no segundo tempo, Rafael Moura juntou-se ao Fernandão contra Arboleda e Bruno Alves no jogo aéreo. Sem grande susto, no entanto.

Porque Luan é definitivamente o símbolo da segurança defensiva e da adaptação da proposta de Diniz às necessidades da equipa para se tornar mais competitiva. Protege Daniel Alves e a última retaguarda que dessa vez saiu sem vazar. Virtudes que fazem São Paulo chegar e superar os concorrentes.

Agora o desafio é abrir uma vantagem ultrapassando o Botafogo e se manter na liderança, principalmente na hora de definir a Copa do Brasil, no final do ano. Com o time titular cada vez mais ajustado, é possível sonhar com duas taças para acabar com a “seca” desde a sul-americana em 2012.

(Estatísticas: SofaScore)