Lucro da Cemig mais que dobra no 4º trimestre com reversão do prejuízo pela Light – Money Times

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) atingiu 1,65 bilhão de reais no trimestre (Imagem: Reprodução / YouTube Cemig)

O elétrico Cemig (CMIG4) registrou lucro líquido de R $ 1,33 bilhão entre outubro e dezembro de 2020, com salto de 136% na comparação anual, auxiliado pelos efeitos da revisão tarifária dos ativos de transmissão e reversão das perdas associadas à desvalorização da compartilha em Leve, (LIGT3), de acordo com um balanço divulgado na madrugada de sábado.

Em todo o ano de 2020, a empresa controlada pelo governo de Minas Gerais, que possui negócios em geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, além de gás, fechou com ganhos de 2,86 bilhões de reais, queda de 10,3% ante 2019 .

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) atingiu R $ 1,65 bilhão no trimestre, aumento de 79% em relação ao mesmo período de 2019. Ajustado, sem considerar efeitos não recorrentes, o EBITDA avançou 23,6%, para 1,18 bilhão.

O lucro operacional medido pelo Ebitda para o ano inteiro foi de aproximadamente 5,7 bilhões de reais, um aumento de 29,7%, ou um aumento de 7% para aproximadamente 4,87 bilhões em uma base ajustada.

A Cemig somou receita líquida de R $ 6,86 bilhões no quarto trimestre, ou 5,8% superior ao mesmo período do ano passado.

A empresa destacou ainda que encerrou 2020 com uma “sólida posição de caixa” de 5,8 bilhões de reais, contra 1,28 bilhão ao final de 2019.

Com isso, a dívida líquida encerrou o ano 31,7% abaixo do nível de 2019, de 9,2 bilhões de reais.

A Cemig disse que os resultados tiveram um impacto positivo de 191 milhões de reais no trimestre devido à revisão tarifária (RTP) dos seus ativos de transmissão e à uniformização das práticas contábeis.

A empresa também se beneficiou da remensuração de sua participação na Light, que gerou um efeito positivo de 270 milhões de reais, ou 178 milhões líquidos de impostos.

Isso ocorreu devido à valorização das ações da Light, que inicialmente ruiu em meio à pandemia do coronavírus e depois começou a se recuperar. A Cemig vinha classificando a participação que detinha na empresa como um ativo para venda até janeiro de 2021, quando as ações foram negociadas.

As participações da Cemig em outras empresas, inclusive na transmissora de energia Taesa e na hidrelétrica de Santo Antônio, geraram um resultado de 94 milhões no último trimestre de 2020, contra perdas de 35 milhões em 2019.

Os melhores resultados entre essas participações foram apresentados pela Taesa (190 milhões) e pela Aliança Geração, joint venture entre Cemig e Vale (21 milhões).

A Cemig também apontou uma influência positiva em seu resultado financeiro devido aos títulos emitidos no mercado internacional no passado, os eurobônus, e seu correspondente instrumento de hedge.

O efeito líquido no resultado financeiro foi positivo em R $ 615 milhões no quarto trimestre de 2020, contra R $ 99 milhões positivo em 2019.

Energia elétrica, Cemig
Em 2021, a empresa projeta aportes totais de R $ 3,68 bilhões. Desses recursos, 2,3 bilhões seriam destinados à distribuição (Imagem: YouTube / Cemig)

Investimentos

A Cemig, que planejava investimentos de 2 bilhões de reais em 2020, fechou o ano com 1,9 bilhão de reais realizados, quase 1,38 bilhão para o seu negócio de distribuição.

Em 2021, a empresa projeta aportes totais de R $ 3,68 bilhões. Desses recursos, 2,3 bilhões iriam para distribuição.

A empresa também prevê 276 milhões para transmissão e 598 milhões de reais para investimentos na Madeira Energia, empresa que controla a Usina Hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia.

A Cemig ainda espera destinar R $ 268 milhões às unidades Cemig Sim e Cemig GD, que operam com geração distribuída de energia.

Em relação ao mercado elétrico, a Cemig informou que a energia faturada e transportada para clientes livres e distribuidoras com acesso às redes de sua unidade Cemig Distribuição totalizou 11,6 milhões de MWh no último trimestre de 2020, um aumento de 2,3% em relação ao mesmo período de 2019.

Houve redução de 5,5% no consumo do mercado cativo e aumento de 12,8% no uso da rede pelos clientes que operam no mercado livre, onde empresas com alto consumo de energia podem negociar contratos diretamente com fornecedores.

Veja o resultado na íntegra:

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