Mais de 6 mil trabalhadores da educação básica e superior já foram vacinados contra a Covid-19, afirma Ministério da Saúde | De volta à escola

Mais de 6 mil trabalhadores da educação básica e superior já receberam vacina contra a Covid-19. O número ainda é pequeno se comparado ao total de pessoas trabalhando em escolas e universidades, mas é um passo para a reabertura segura das salas de aula.

De acordo com o Censo Escolar de 2020, são 2,2 milhões de professores de educação básica e 161.183 diretores em 179.500 escolas no Brasil. No ensino superior, eram 339,9 mil professores em exercício em 2019, dados mais recentes disponíveis. Os dados não incluem outros profissionais da educação, como funcionários de escolas, secretárias e pedagogia.

Em tudo, 4.219 profissionais da escola e 1.195 as universidades foram imunizadas até as 18 horas desta sexta-feira (26). O saldo é do Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, os casos ocorrem porque estados e municípios têm autonomia para montar seus planos de vacinação, ampliando os grupos prioritários, desde que sigam a ordem do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra Covid.

“É possível que os municípios tenham avançado na imunização, de acordo com a chegada de novas remessas de vacina. É preciso considerar também a recomendação do Ministério da Saúde para que, ao final do dia, o gestor local otimize o doses disponíveis em frascos abertos., para evitar perdas técnicas, aplicando a vacina em outros grupos prioritários previstos no PNO ”, afirma o ministério.

Estados anunciam vacinação de professores

Pelo menos três estados – São Paulo, Espírito Santo e Paraná – anunciam planos para vacinar professores e profissionais da educação entre abril e maio, de acordo com levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) a pedido do G1.

No São paulo, a imunização dos professores deve ocorrer a partir de 12 de abril. A expectativa é vacinar 350 mil profissionais da educação. A prioridade serão profissionais da educação básica (da creche ao ensino médio). No Espírito Santo, a vacinação deve ocorrer a partir de 15 de abril.

No Paraná, a previsão é imunizar os professores até o final de maio. Segundo a Secretaria de Estado da Educação, “o programa prevê a vacinação de 4 milhões de pessoas dos grupos prioritários até 31 de maio, que inclui professores e todos os trabalhadores da educação”.

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Empregada limpa mesa para demonstrar medidas de limpeza de volta às aulas na rede municipal de ensino de São Paulo, em evento da prefeitura na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) de São Paulo, na Vila Clementino, em foto do dia 14 de janeiro. – Foto: TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO CONTEÚDO

No início de março, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou que havia pedido a inclusão de profissionais da educação no Plano Nacional de Imunizações. O Ministério da Saúde disse ao G1, na época, que os professores já estavam entre os prioritários e que, naquela época, não havia “grande disponibilidade da vacina no mercado mundial”. Na lista de prioridades, os profissionais da educação estão em 15º lugar.

A ampla imunização de professores e profissionais da educação pode garantir um retorno mais seguro às salas de aula, fechadas em março do ano passado para conter a pandemia do coronavírus.

Em dezembro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pediu aos professores que priorizassem o acesso às vacinas contra a Covid-19, considerando que esses profissionais deveriam ser tratados como trabalhadores de “linha de frente”.

“Quando vemos avanços positivos em relação à vacinação, acreditamos que professores e equipes de apoio à educação devem ser considerados um grupo prioritário”, disse a chefe da Unesco, Audrey Azoulay, em mensagem de vídeo conjunta com a diretora da entidade de ensino. Educação Internacional (IE), David Edwards.

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