Menos arrogância, mais futebol – Arena Rubro-Negra

Foto: Pietro Carpi / ECV

O atual atacante Alisson Farias, do Vitória, é o principal alvo das críticas dos torcedores quando o assunto é atuação em campo. Contratado em 2020 após uma boa temporada pelo CRB no ano anterior, o atleta chegou gerando expectativas e apresentando um bom futebol. Até que se machucou e, desde então, acumulou uma série de apresentações limitadas, deixando a torcida insatisfeita.

Farias foi peça-chave na importante vitória do rubro-negro sobre o Treze neste domingo (4), resultado que quebrou uma incômoda sequência de empates e aproximou o Leão da classificação para a segunda fase da Copa do Nordeste. Ele marcou o primeiro dos três gols do Vitória no jogo e foi substituído por uma opção tática após a expulsão do lateral-esquerdo Pedrinho. Porém, seu desempenho positivo ficou limitado ao gol marcado, já que, mais uma vez, o atacante teve pouca participação efetiva nas jogadas ofensivas.

Antes do início da partida, os torcedores lançaram críticas na internet devido à opção do técnico Rodrigo Chagas em escolher o jogador como titular. Em resposta, Alisson comemorou o gol com ironia, levando o dedo indicador à boca fechada, o famoso gesto do silêncio – ou, mais perto da realidade, um verdadeiro ‘cale a boca’.

Não é a primeira vez que o atleta mostra desconforto com as críticas. No meio da semana, depois de mais uma apresentação ruim na eliminatória contra o Bahia de Feira, pelo Baianão, Alisson postou uma foto temporária em suas redes sociais com a legenda “Fala bem, fala não tão bem, mas fala de mim. Deus me livre de cair no esquecimento, hehehe ”.

Foto: Reprodução / Instagram

Também não foi o último. Após o jogo deste domingo, o jogador voltou a usar a rede social, publicando a foto em que faz o gesto pedindo silêncio, com a seguinte legenda: “Fui vaiado, fui humilhado, fui agredido, fui foi amaldiçoado, ameaçado, nunca teve medo… ❤️⚽️ ”. Ele limitou os comentários sobre a publicação, deixando apenas mensagens de apoio.

É claro que Alisson Farias se deixou levar pela arrogância em vez de buscar sua redenção. Não é uma decisão assertiva. Com isso, o atleta não reconhece seus erros, não aceita ser criticado por eles e sente que tem o direito de zombar dos críticos quando, olha, faz o que sempre deve fazer. Ainda precisamos colocar nossos pés no chão.

O futebol, como sabemos, é um esporte que toca o emocional de quem pratica e de quem segue. É uma missão difícil limitar o ânimo de torcedores apaixonados que, das mais diversas formas – nem sempre corretas – expressam sua insatisfação com a sua equipe de coração e, essencialmente, com aqueles que lhes prestam serviços. Por isso os jogadores precisam estar preparados para lidar com as críticas, algo que falta a Alisson Farias e provavelmente não recebe a devida importância do clube.

Cabe ao atacante colocar a cabeça no lugar, equilibrar o ânimo e focar na recuperação de suas boas atuações. Menos arrogância e mais futebol. Ou, ao contrário, faltará clima para sua permanência na equipe.

– Haveria um parêntese para falar de um show feito pelo atacante Walter na última sexta-feira (2), onde ele expôs descontentamento e gerou questionamentos sobre sua permanência no Vitória. Mas isso é assunto para uma próxima reunião.

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