Mercado brasileiro de cimento expande 12% em novembro


As vendas de cimento no Brasil em novembro totalizaram 5.315Mt, representando um aumento de 11,7 por cento em comparação com novembro de 2019, de acordo com a associação de cimento do país, SNIC.

As vendas em novembro avançaram 8,6 por cento no comparativo anual para 2.397 Mt na principal região sudeste, enquanto no nordeste, o segundo maior mercado do país, aumentaram 10,4 por cento no comparativo anual para 1.125 Mt. No sul, a produção aumentou 19 por cento no comparativo anual para 0,916Mt. No mercado centro-leste, um aumento de 18,8 por cento para 0,613 Mt foi relatado, enquanto no norte o mercado se expandiu 5,9 por cento para 0,233 Mt.

No entanto, as vendas por dia útil caíram 5,2 por cento, para 240.200 t, indicando que o pico de crescimento deste ano já passou.

“A confiança do consumidor caiu pelo segundo mês consecutivo em novembro, segundo estudo1 da FGV, refletindo a piora da situação atual e das expectativas para os próximos meses. A incerteza relacionada à continuidade da pandemia e seu potencial impacto na economia gera desconfiança. Com a provável extinção dos benefícios emergenciais, muitos consumidores sentirão pela primeira vez, de fato, o impacto da pandemia na renda familiar. Ao mesmo tempo, os empresários2 da construção civil também mostraram menos otimismo com o desempenho da atividade ”, disse o presidente do SNIC, Paulo Camillo Penna.

Janeiro a novembro de 2020
Nos primeiros 11 meses de 2020, as vendas domésticas de cimento avançaram 10,3 por cento no comparativo anual para 55.834Mt. As vendas no sudeste avançaram 8% no comparativo anual para 26.316Mt nos 11M20, enquanto as entregas no nordeste aumentaram 14,4%, para 11.518Mt. No sul, as vendas aumentaram 9,5 por cento no comparativo anual para 9,148 Mt no período de janeiro a novembro de 2020. No centro-leste, as empresas de cimento venderam 6,411Mt, um aumento de 13,8 por cento no período. O norte viu um aumento de 10,7 por cento nas vendas para 2.441Mt quando comparado com os 11M19.

De junho a outubro de 2020, a queda nos volumes foi impulsionada por uma redução na ajuda de emergência, poupança e reservas pessoais daqueles que fizeram reformas, bem como queda na confiança dos consumidores e empresas. Além disso, o desempenho do setor de construção civil ficou abaixo das expectativas para o 2S20.

Outlook
No futuro, muitas incertezas permanecem para os produtores de cimento do Brasil, já que a redução da ajuda emergencial, o aumento do desemprego e a falta de perspectivas para a criação de novos empregos para substituir a receita de benefícios do governo deverão impactar os consumidores. Para o segmento de construção civil, a deterioração das expectativas da demanda e do ambiente de negócios também afeta a confiança.

Publicado em Cement News

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