México e Brasil não limitarão a vacina AstraZeneca após aviso de coágulo sanguíneo no Reino Unido

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) – Reguladores de saúde mexicanos e brasileiros disseram na quarta-feira que não limitariam o uso da vacina COVID-19 da AstraZeneca depois que o comitê consultivo de vacinas da Grã-Bretanha recomendou não usá-la para menores de 30 anos, citando raros riscos de coágulo sanguíneo.

FOTO DO ARQUIVO: Um frasco da vacina AstraZeneca COVID-19 é visto em um centro de vacinação, em meio ao surto da doença coronavírus, em Ronquieres, Bélgica, 6 de abril de 2021. REUTERS / Yves Herman / Foto do arquivo

O regulador de drogas do México, Cofepris, disse em um comunicado que estava investigando as informações levantadas pelo Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI) da Grã-Bretanha e aguardando novas contribuições do homólogo mexicano.

“No momento, a Cofepris não planeja limitar o uso das vacinas AstraZeneca a nenhuma idade ou grupo”, disse o comunicado.

A agência reguladora de saúde do Brasil, a Anvisa, recomendou a continuidade do uso das vacinas, dizendo que os benefícios superam os riscos.

A Anvisa disse que o Brasil administrou mais de 4 milhões de injeções da vacina AstraZeneca e registrou 47 eventos adversos de coagulação. A agência disse que era impossível estabelecer se a coagulação estava ligada à vacina, nem poderiam ser identificados fatores de risco específicos.

O Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos no total de casos e mortes de COVID-19. O México tem o quarto maior número de mortos.

O JCVI disse que era preferível para adultos com menos de 30 anos sem condições subjacentes uma alternativa à vacina AstraZeneca, quando disponível, devido a relatos do raro efeito colateral de coágulos sanguíneos no cérebro.

O México adquiriu até agora 3,5 milhões de doses da vacina AstraZeneca desenvolvida com pesquisadores da Universidade de Oxford, de acordo com dados do governo.

Parte disso veio por meio de um acordo de empréstimo com os Estados Unidos, onde a injeção da AstraZeneca ainda não foi autorizada, e de um acordo com o Serum Institute of India, que produz a vacina.

México e Argentina também têm acordo com a AstraZeneca para produzir sua vacina para distribuição na América Latina, com apoio financeiro da fundação do bilionário mexicano Carlos Slim.

Reportagem de Cassandra Garrison na Cidade do México e Jake Spring em Brasília; Edição de Bill Berkrot e Peter Cooney

Source