Mortes em Covid caíram menos em novembro do que em outubro, indicam departamentos de saúde | Coronavírus


É o segundo mês consecutivo que o país termina com menos de 20 mil mortes pela doença, e o quarto ano consecutivo em que há queda no número de mortes (veja o gráfico)

A redução percentual das mortes, no entanto, foi menor de outubro a novembro do que de setembro a outubro.

Mortes por Covid-19 por mês no Brasil

Fonte: Secretarias de Saúde / Consórcio de Imprensa / Pesquisas exclusivas G1

É a primeira vez que a queda percentual de um mês para o outro é menor do que a observada nos dois meses anteriores:

  • De julho a agosto, as mortes caíram 9% (julho foi o mês da pandemia com o maior número de mortes no país.
  • De agosto a setembro, a queda foi de 22%.
  • De setembro a outubro, 28%.
  • De outubro a novembro, 17%.

“A queda não é mais tão acentuada como era na virada do mês passado. E infelizmente, com os números mais recentes, na próxima virada do mês nem sabemos se teremos queda”, afirma o epidemiologista e reitor da Universidade Federal de Pelotas Pedro Hallal.

O valor de novembro foi calculado subtraindo o total de óbitos de 31 de outubro (159.902) do total de óbitos até segunda-feira (30 de novembro), que foi de 173.165 até 20h. Os valores dos meses anteriores foram apurados com a mesma metodologia. (Veja mais no final da história)

A taxa de transmissão do coronavírus no mês passado atingiu a maior taxa desde maio: 1,30, antes de cair novamente esta semana para 1,02. Isso significa que cada 100 pessoas infectadas no país transmitem o vírus a outras 102. Na prática, simboliza 1 progresso no contágio da doença.

  • MATEMÁTICA: Crescimento exponencial e curva epidêmica: compreender os principais conceitos matemáticos que explicam a pandemia do coronavírus

De acordo com a margem de erro do monitoramento britânico, a taxa de transmissão no país pode ser maior (Rt até 1,11) ou menor (Rt até 0,94). Nesses cenários, cada 100 pessoas com o vírus infectariam 111 ou 94 outras, respectivamente.

Na segunda-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o Brasil “precisa levar muito, muito a sério” o aumento no número de casos de Covid-19.

Foto mostra profissional de saúde na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, no dia 19 de novembro. – Foto: Diego Vara / Reuters

Ainda em novembro, a Fiocruz indicou, pela primeira vez desde julho, um aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SARS) em todo o território nacional. Antes, esse cenário só era sinalizado para algumas capitais.

A SARS pode ser causada por vários vírus respiratórios, mas, neste ano, cerca de 98% dos casos da síndrome foram causados ​​pelo Sars-CoV-2, segundo a Fiocruz. Portanto, os dados ajudam a entender o cenário apesar da demora na confirmação dos exames diagnósticos, por exemplo.

Doze das 27 capitais brasileiras tiveram sinal moderado ou forte de aumento de casos nas 6 semanas anteriores ao boletim: Belo Horizonte, Campo Grande, Maceió e Salvador tiveram sinal forte; Curitiba, Natal, Palmas, Plano Piloto de Brasília e arredores, Rio de Janeiro, São Luís, São Paulo e Vitória apresentaram sinais de crescimento moderado.

O consórcio de meios de comunicação iniciou a pesquisa conjunta no início de junho. Por esse motivo, os dados mensais de fevereiro a maio são para pesquisas exclusivas do G1. A fonte de ambos os monitoramentos, no entanto, é a mesma: secretarias estaduais de saúde.

Outra observação sobre os dados é que, no dia 28 de julho, o Ministério da Saúde alterou a metodologia de identificação dos casos da Covid e passou a permitir a notificação de diagnósticos por imagem (tomografia). Também ampliou as definições de casos clínicos (aqueles identificados apenas na consulta médica) e incluiu mais possibilidades de testes de Covid.

Desde a mudança, mais de mil casos de Covid-19 foram notificados pelos departamentos de saúde estaduais ao governo federal de acordo com os novos critérios.

Assista a vídeos sobre as novidades da vacina Covid-19: