MPRJ e Polícia Militar fazem operação contra extorsão de mototaxistas e têm como alvo PMs, em Duque de Caxias


A cobrança de propinas a mototaxistas que atuam em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, deu início à operação Mototaxi, na manhã desta quarta-feira, 2, realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Militar. A ação visa a execução de mandados de busca e apreensão contra oito membros de uma associação criminosa. Sete deles policiais militares destacados no 15º BPM. As denúncias por crime de associação criminosa para prática de corrupção e extorsão compreendem o período de outubro de 2019 a maio de 2020.

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De acordo com a PM, a operação continua, e foram apreendidos sete celulares, uma motocicleta identificada como roubada, entorpecentes, cheques e cadernos, em balanço divulgado às 11h11. Em nota, a sociedade afirmou reforçar “que não concorda com quaisquer desvios de conduta por parte dos seus membros”.

Segundo o MPRJ, o policial Rosemiro Teixeira Lima, conhecido como Miro, foi indicado pelo esquema, nomeado chefe de cinco pontos de mototáxis de Duque de Caxias. Também foram emitidos mandados aos PMs Pereira Pereira de Oliveira; Marcelo Pio de Oliveira; Mauricio da Conceição dos Santos Junior; Bruno Peixoto Rosa; Paulo Ricardo dos Santos Lucas e Douglas do Valle Andrade Barreto. O MP pediu a perda do serviço público dos envolvidos.

Além dos policiais, Humberto Geraldo dos Santos Fernandes, Zico, que administrava os pontos, controlando o acesso e a circulação dos mototaxistas, também foi denunciado, além de arrecadar dinheiro com extorsões, que repassou aos policiais.

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Os mandados foram proferidos pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias e pela Auditoria da Justiça Militar, que decretou provisoriamente a suspensão do exercício do serviço público dos arguidos.