Novas medidas são para evitar lotação e garantir atendimento, afirma Marquinhos


Com as novas medidas de contenção do coronavírus em vias de serem publicadas, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), afirmou que a ação é para evitar a aglomeração e garantir que todos que precisam recebam atendimento médico. Nesta sexta-feira (4), uma equipe que envolve diretores de hospitais públicos e privados, além das Secretarias de Saúde, decidiu estender o toque de recolher para 22 horas, reduzir o horário comercial em geral e cortar passes livres para idosos e estudantes.

Essas medidas e outras que podem ter sido definidas esta manhã, mas ainda não divulgadas, serão publicadas em uma edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) nesta sexta-feira, segundo o secretário de Saúde de Campo Grande, José Mauro Filho.

Em entrevista após o encontro, Marquinhos afirmou que os terminais de ônibus funcionarão até 23h – uma hora depois do fechamento dos shoppings, às 22h. A lotação dos veículos deve ser, no máximo, 70% da capacidade permitida. “A blitze terá que fazer bafômetro”, frisou o prefeito a respeito das fiscalizações no trânsito que devem ser ampliadas. A ideia é coibir a mistura de álcool e direção, que, além de ilegal, é um fator que aumenta as chances de acidentes e, consequentemente, de pacientes hospitalizados.

Aumento de leitos

Paralelamente às medidas de contenção, está prevista a abertura de 68 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em 10 dias, distribuídos nos hospitais de Campo Grande. O secretário José Mauro afirmou que, dos atuais 395 leitos, 357 são ocupados por pacientes com Covid e outras condições de saúde.

Outro fator preocupante, segundo o secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, é que Campo Grande tem 50% de positividade nos resultados dos exames da doença. Nesta sexta-feira, o município atinge o mesmo patamar registrado quando era considerado o pico da doença.

Novas ações são adotadas após recomendação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pedindo a ampliação das restrições, como toque de recolher antecipado, fim das aglomerações e até regulamentação da comercialização de bebidas alcoólicas.