O Palmeiras de Abel não para de buscar o gol e devolve prazer ao torcedor – 12/02/2020


O “novo” Palmeiras é um prazer ver. Mesmo com a vitória por 3 a 1 no jogo de ida, a equipe de Abel Ferreira passou por cima do Delfín, do Equador. O resultado é um placar agregado de 8 a 1 e a classificação para as quartas de final da Libertadores para animar seus torcedores. E pode ser mais.

Em 10 minutos, o time já havia criado pelo menos três chances que puxariam o “uh” para fora da multidão. Apesar da vantagem conquistada fora de casa, a equipe armada pelos portugueses teve três atacantes e meio-campistas que participaram da construção do jogo por 90 minutos.

É o retrato de um novo modelo de jogo, onde o objetivo depois de fazer o primeiro é buscar o segundo e não se agarrar à vitória: sob o novo comando, são sete vitórias, um empate e uma derrota, com 20 gols marcados .

A boa notícia é que o palco é bom para todos do elenco. A cada partida, os destaques se revezam. Hoje foi a vez de Verón fazer dois gols e dar assistência e Willian balançar a rede novamente, sem contar as boas atuações de Lucas Lima, Raphael Veiga e Zé Rafael.

É verdade que o Delfín foi uma das piores equipes nesta primeira fase eliminatória da competição, mas quando uma equipe mais forte enfrenta outra pior o que se espera é o que vimos na partida de hoje (2). Vitória pacífica do superior.

E não foi isso que o Palmeiras mostrou há pouco mais de um mês, antes da saída de Vanderlei Luxemburgo. Alviverde tropeçou em várias equipes de pior qualidade ou sofreu para vencer. E toda essa mudança em menos de um mês, porque Abel estreou no dia 5 de novembro, contra o Red Bull, na Copa do Brasil.

Até o uso da base, um dos méritos do ex-técnico, está cada vez melhor. Patrick de Paula voltou a comandar o meio-campo, Danilo já atua até armar o time e chegar na área e Veron joga o futebol que lhe deu o prêmio de melhor sub-17 do mundo.

Isso porque Abel Ferreira tem ausências importantes, como as de Luís Adriano e Felipe Melo, teve que substituir Gustavo Scarpa e Patrick de Paula, lesionados, e ainda poupou atletas como Zé Rafael e Raphael Veiga, que não atuaram por 90 minutos.