O Rio tem cinco regiões com risco ‘muito alto’ para Covid-19; Os leitos da UTI podem se esgotar em seis dias

RIO – O estado do Rio possui cinco das nove regiões de saúde classificadas como de “alto risco” para a disseminação da Covid-19. Segundo análise dos técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o tempo para o esgotamento dos leitos de UTI da Região Metropolitana 1 – formada pela capital e Baixada Fluminense – é de cinco dias. Essa foi a região com maior pontuação de risco entre as áreas do estado. Em todo o Rio, os técnicos prevêem que os leitos de terapia intensiva podem se esgotar em seis dias. Os dados foram divulgados no final da tarde desta sexta-feira, 2.

“Esta 24ª avaliação apresenta a pior situação de risco analisada até agora”, afirma a nota técnica.

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As regiões Norte, Médio Paraíba, Centro Sul e Baixada Litorânea também são classificadas como de risco “muito alto”. No levantamento divulgado no dia 24 de março, as regiões do Médio Paraíba e Norte apresentaram classificação de risco “alto”.

Painel de indicadores 01-04-2021 Foto: Divulgação

“Todas as 9 regiões do estado têm taxa de ocupação de leitos em UTI acima de 80%, apontando uma situação crítica no atendimento aos casos graves. Em relação à taxa de ocupação da enfermaria, todas as regiões também apresentam depleção de leitos com índices acima de 70%, inclusive improvisados leitos, como na região Centro-Sul “, diz trecho da nota técnica.

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A avaliação do órgão técnico da secretaria estadual de saúde compara a semana epidemiológica 11 (de 14 a 20 de março) com a 09 (de 28 de fevereiro a 6 de março) de 2021.

Comparecimento recorde foi no final do mês

Ao analisar a demanda de pacientes nas UPAs da rede estadual do Rio, os técnicos destacaram que o dia 29 de março foi a data com maior atendimento da Síndrome de Gripe nas urgências, com 986 casos. Na segunda quinzena do mês, em média, foram efectuadas 795 chamadas, um acréscimo de 48% face aos 15 dias anteriores.

Número de atendimentos diários por Síndrome de Gripe nas Upas da rede estadual do Rio Foto: Divulgação
Número de atendimentos diários por Síndrome de Gripe nas Upas da rede estadual do Rio Foto: Divulgação

Com o aumento da procura por atendimento na rede pública, também houve aumento das solicitações de internação no Rio.

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“As solicitações de leitos têm maior variabilidade diária, mas que reflete uma tendência de aumento desde o início de março, em que o último dia registrado (31/03/2021) apresentou um aumento de 224%, em relação a 01/03/2021. do dia 15 de março, observamos uma velocidade maior no aumento do número de pessoas na fila, que no último dia de avaliação apresentou um aumento de 609% de pessoas na fila ”, afirmam os técnicos.

Medidas de restrição sugeridas

De acordo com a classificação de risco, os técnicos apontam quais medidas devem ser tomadas para tentar conter o avanço da pandemia. Os critérios e medidas de isolamento já foram definidos para o primeiro boletim, divulgado no início de julho de 2020. Em caso de “risco muito alto”, as medidas que devem ser tomadas são:

  • Suspensão de atividades econômicas não essenciais definidas pelo território, avaliando cada uma (Também para “alto risco”)
  • Definição de diferentes tempos nos setores econômicos para reduzir o congestionamento nos sistemas de transporte público. (Também para “alto risco”)
  • Adoção da quarentena, conforme previsto na Portaria 356/2020 (a), conforme avaliação do gestor.

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Segundo dados divulgados pela SES, o Rio registrou na sexta-feira, dia 2, 104 novos óbitos por coronavírus. Ao todo, 37.114 pessoas foram vítimas da doença no estado. Quase 1.300 casos de Covid-19 também foram relatados no Rio de Janeiro. Com as mortes divulgadas nesta sexta-feira, é o 13º dia seguido pelo aumento da média móvel de mortes no Rio.

A média móvel agora é de 2.769 casos e 209 mortes por dia. Em relação aos números de duas semanas atrás, houve um aumento de 105% no número de óbitos, o que indica uma tendência de crescimento na intensidade do contágio por estar acima da marca mínima estipulada de 15%.

A fila para uma cama na UTI aumentou novamente. Nesta sexta-feira, 671 pacientes aguardam vaga na UTI da rede pública carioca. Se somado ao número de pessoas à espera de um leito de enfermaria, o número chega a 968 pessoas.

De acordo com a SES, a mediana para que um paciente consiga uma enfermaria ou leito de UTI diminuiu nas últimas 24 horas. Para conseguir um leito de terapia intensiva, leva 23 horas e 15 horas para a enfermaria. Ontem os dois dados indicavam uma espera de mais de 24 horas. O cálculo leva em consideração o tempo em que 50% dos pacientes conseguem uma vaga no leito destinada ao tratamento de Covid-19. Em todo o estado, 81% das enfermarias para tratamento de pacientes com Coronavírus e 89% das UTIs estão lotadas.

De fato, as solicitações de vagas de UTI para pacientes com Coronavírus na Defensoria Pública dispararam. Das 189 ações registradas pelo plantão noturno da agência em fevereiro, 176 foram relacionadas à saúde e 19, especificamente Covid-19. Até a última terça-feira, março já havia somado 240 ações, das quais 68 eram sobre a doença, entre outras questões de saúde. Em um mês, o aumento dos pedidos de ajuda ao Tribunal foi de 284%.

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Nesta quinta-feira, o Rio de Janeiro bateu um novo recorde de mortes por Covid-19 no estado com 387 mortes por Coronavírus, o maior número desde o início da pandemia em março de 2020. Isso equivale, em média, a uma morte a cada quatro minutos. A marca negativa anterior ocorreu em 3 de junho do ano passado, com 324 mortes confirmadas. Os óbitos registrados no sistema não ocorreram necessariamente nas últimas 24 horas. Ao todo, 37.114 pessoas foram vítimas da doença no estado.

Os dias com mais mortes confirmadas no estado:

  • 01 de abril de 2021: 387
  • 3 de junho de 2020: 324
  • 4 de junho de 2020: 317
  • 31 de março de 2021: 295
  • 30 de março de 2021: 283

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