Onze prisões e R $ 1 milhão recuperado: o que a polícia já sabe sobre o assalto a banco em Criciúma


Tres dias depois maior assalto catarinense, que aconteceu em Criciúma, na madrugada desta terça-feira (01), as Polícias Federal e Civil de Santa Catarina continuam as investigações do crime e apuram as ligações com facções e lavagem de dinheiro. Ao todo, mais de R $ 1 milhão foram encontrados e onze suspeitos foram presos.

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A recuperação do valor roubado começou na mesma madrugada do incidente. Quatro homens foram presos por roubo de notas abandonadas por criminosos, no valor de cerca de R $ 810 mil. Ainda no mesmo dia, a polícia arrecadou R $ 300 mil espalhados pelas ruas de Criciúma.

Nesta quarta-feira, foram encontrados dois homens na BR-116 em São Leopoldo / RS com R $ 8,1 mil e três homens na divisa entre Torres / RS e Passo de Torres / SC, com R $ 49 mil. Somando-se os valores arrecadados pela polícia, o total recuperado até o momento é de R $ 1,1 milhão.

Prisões de suspeitos de agressão

• Na noite de quinta-feira, 3 de dezembro, um casal foi encontrado em Campinas / SP. Eles supostamente abasteceram um dos carros usados ​​no ataque. As mensagens teriam confirmado o envolvimento com os agressores que atacaram SC.

• Na manhã desta quinta-feira, 3 de dezembro, dois homens foram encontrados em Gramado / RS. Um dentro de uma casa alugada por aplicativo e outro escondido no meio do mato. O local foi identificado pelo serviço de inteligência policial.

• Na madrugada desta quinta-feira, 3 de dezembro, um homem foi encontrado em uma casa em Morrinhos do Sul / RS. Ele diz que foi pago para queimar provas do crime que ficaria na residência. A hipótese é que o imóvel foi utilizado durante a fuga.

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• No final da tarde desta quarta-feira, 2 de dezembro, dois homens foram encontrados na BR-116, em São Leopoldo / RS. Eles tinham R $ 8.100 e, segundo uma segunda investigação, o carro em que estavam servia de batedor para movimentar os demais veículos do assalto.

• Na tarde desta quarta-feira, 2 de dezembro, três homens foram encontrados na divisa entre Torres / RS e Passo de Torres / SC. Eles tinham R $ 49 mil e um deles alugou a casa em Morrinhos do Sul / RS, segundo informações de testemunhas.

• Na manhã de quarta-feira, 2 de dezembro, uma mulher foi encontrada em São Paulo / SP. Na casa onde ele estava, foram recolhidos munições de fuzil e detonadores explosivos. A munição era do mesmo calibre de um dos fuzis usados ​​na ação de Criciúma.

Galpão usado por ladrões

Na quarta-feira (2), a polícia também encontrou um galpão usado por ladrões madrugada em Içara, município localizado a 9 km de Criciúma. De acordo com a PM, o local foi usado para pintar os carros usados ​​por criminosos no assalto. A suspeita é de que os agressores tenham saído do galpão do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Criciúma. O Instituto Geral de Medicina Legal (IGP) esteve no local para realizar a investigação.

Imagens de câmeras de segurança dos arredores do galpão mostram os agressores passando em um trem de carros pouco antes do início do roubo. O caminhão queimado por criminosos para bloquear o batalhão da PM também aparece nas imagens.

Como foi o roubo

Segundo a polícia, cerca de 30 encapuzados atuaram no assalto à agência do banco. A ação começou no final da noite de segunda-feira (30), por volta das 23h50, e se estendeu até a madrugada desta terça-feira.

Os criminosos iniciaram incêndios, bloquearam ruas e acessos à cidade, atiraram contra o BPM e usaram pessoas como escudos – a polícia estima que entre 10 e 15 pessoas foram feitas reféns, seis delas funcionários do Departamento de Trânsito e Transporte (DTT) de Criciúma que pintaram faixas nas ruas da cidade.

Desde então, esforços policiais e forenses conduziram a investigação aos suspeitos. O andamento das investigações do grande assalto já indicava que os bandidos teriam pelo menos três meses na cidade organizando o crime, chegou a galpão usado por criminosos em Içara, a suposta identificação de um dos envolvidos e a prisão de onze suspeitos.

* Com supervisão de Raquel Vieira