Pix tax pode ser o novo CPMF digital; Saiba mais sobre o assunto


Com o lançamento do Pix, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem defendendo a ideia de taxar todas as transações digitais realizadas no novo sistema do Banco Central. O imposto seria muito próximo da ideia da antiga CPMF. Quer saber mais? Então veja hoje, 12/02, a proposta da Imposto Pix e fique bem informado.

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Imposto PIX; você conhece a proposta da nova CPMF digital? (imagem: divulgação / Terra)

Veja também: Como pagar um boleto pelo Pix? Descubra aqui em detalhes

O que é Pix?

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Pix é uma nova forma de transferência instantânea de títulos criada pelo Banco Central. Com o sistema as operações podem ser realizadas em menos de 10 segundos, utilizando apenas o celular.

Como o TED e o DOC, o Pix é fornecido por bancos e fintechs. Ou seja, sempre que o usuário quiser fazer transações, deve acessar o aplicativo da instituição e enviar os valores de sua chave Pix para outra.

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A ideia por trás desse sistema é simplificar e agilizar as operações.

Seu uso é muito simples. Basta fazer a escolha por ele, ao fazer uma transação financeira no aplicativo do seu banco.

24 horas por dia, 7 dias por semana

A grande diferença entre Pix para TEC e DOC, tem a ver com as vantagens apresentadas.

O sistema funcionará 24 horas por dia, 7 dias por semana e sem a intermediação de terceiros.

Ou seja, ao optar por essa forma de transferência, o dinheiro sai de uma conta e entra na outra em questão de segundos; não há necessidade de esperar por um período específico para uso.

Veja também: Você vai registrar Pix no Nubank? Entenda tudo que você precisa aqui

Novo CPMF digital? Entenda a controvérsia tributária Pix

Paralelamente ao lançamento pelo Banco Central da nova modalidade de repasse, a equipe econômica do governo federal já pensava em criar um imposto sobre as operações realizadas por meio desse sistema.

A proposta faz parte do pacote de reforma tributária de Paulo Guedes. Nesse caso, cada transferência teria uma alíquota de 0,2%.

Como a ideia se refere à tributação das operações financeiras, que lembra a antiga CPMF, o projeto passou a se chamar CPMF Digital.

A tributação pode resultar no efeito oposto

A ideia de criar um imposto sobre as transações financeiras realizadas por meio do Pix, não tem sido bem vista pela população e pode incentivar o uso do dinheiro.

Para o economista e especialista em empreendedorismo Fabrício Fernandes, a criação de mais um imposto que afetará diretamente a população de baixa renda, que até mesmo está migrando para os bancos digitais, tende a causar um grande problema.

Segundo Fernandes, em um momento tão difícil e complicado da economia, com tanto desemprego e pouco acesso a linhas de crédito, a população, em geral, que já está muito exausta e financeiramente apertada, tende a fazer todo tipo de poupança.

De fato, a migração para bancos digitais, que oferecem contas e transações sem taxas, foi um dos fatores para o crescimento desse segmento. A criação de um novo imposto, com foco nas transações financeiras, pode ocasionar uma grande fuga de clientes do sistema bancário.

“Apertar ainda mais as pessoas, com mais impostos, e até nas operações financeiras, pode criar um problema muito grande. Isso pode levar a uma fuga de capital depositado em bancos, pois muitas pessoas podem não querer pagar um novo imposto. Causando problemas de liquidez no sistema bancário, reduzindo ainda mais as operações de crédito e até aumentando o comércio informal. Em outras palavras, ainda menos receita para o governo ”, diz Fernandes.

A ideia foi sufocada pelo governo e pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, houve uma falsa narrativa sobre o tema durante o período eleitoral. No entanto, a discussão pode ser retomada agora com o fim das eleições.


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