Presidente da Petrobras segurou preços até saber da demissão, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a Petrobras vinha segurando os preços dos combustíveis até que o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, soube que seria demitido. A partir daí, passou a alinhar os preços aos parâmetros internacionais. A razão: “Ajuste suas posições em relação aos acionistas”.

Depoimento de Guedes foi dado em entrevista ao portal Uol. Segundo o ministro, o presidente Jair Bolsonaro estava insatisfeito com a gestão da petroleira e “tinha o direito” de definir o câmbio.

“No caso de Castello, ele estava, de fato, segurando os aumentos dos preços dos combustíveis. Claro, quando soube que iria embora, começou a realinhar os preços com o mercado internacional para ajustar suas obrigações com os acionistas. Isso causa o problema que estamos tendo agora. E isso só mostra o quão estranhas são essas empresas estatais listadas na bolsa de valores ”.disse Guedes.

Em nota, a Petrobras disse que optou por uma postura mais cautelosa em janeiro e acelerou os ajustes em fevereiro, quando estávamos convencidos de que os preços do petróleo e dos combustíveis se estabilizariam em patamar superior ao de dezembro.

Segundo a empresa, os reajustes foram aplicados antes e depois da comunicação da substituição do presidente Roberto Castello Branco. De 1º de janeiro a 19 de fevereiro, foram feitos 4 reajustes no preço da gasolina e 4 no preço do diesel.

Pesquisa feita por Power360 no início de março, mostrou que todos os combustíveis subiram mais de 2 dígitos no governo Bolsonaro, bem acima da inflação. No viver nas redes sociais, Bolsonaro reclamou repetidamente da política de reajuste do diesel e da gasolina. Defende maior previsibilidade quanto aos ajustes.

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