Promotores brasileiros processam Maersk, buscam congelar US $ 200 milhões


Por: Reuters | Rio De Janeiro |

12 de dezembro de 2020, 14h32min37s





As fases recentes da investigação de corrupção visaram empresas multinacionais sediadas fora do Brasil. (Arquivo)

Os promotores federais no Brasil entraram com uma ação civil contra a empresa de navegação dinamarquesa Maersk e ex-executivos que representam a empresa por suposta corrupção envolvendo contratos de transporte com a estatal petrolífera Petrobras, disseram na sexta-feira.

A ação exige que um juiz congele quase 1 bilhão de reais (US $ 198 milhões) em ativos para garantir que os fundos estejam disponíveis para pagar os danos resultantes do suposto esquema.

Os promotores disseram que havia evidências de pagamentos de suborno a funcionários da Petrobras em troca de informações privilegiadas que permitiram à Maersk garantir contratos de transporte entre 2006 e 2014. Ex-funcionários da Petrobras, formalmente a Petróleo Brasileiro SA, também foram incluídos no processo.

“Levamos essas alegações muito a sério e continuamos comprometidos em cooperar com as autoridades durante a investigação, bem como em conduzir nossos negócios em conformidade com as leis anticorrupção em todos os locais de operação”, disse Maersk em um comunicado por e-mail.

A transportadora disse que a investigação está em andamento e que não fará mais comentários sobre o caso.

A Petrobras disse que foi reconhecida pelas autoridades brasileiras como vítima de uma série de esquemas de corrupção descobertos pelos promotores nos últimos anos. Disse que está auxiliando os promotores em dezenas de casos civis e criminais.

O processo civil é o capítulo mais recente da investigação de corrupção abrangente conhecida como Lava Jato. Iniciada em 2014, a investigação prendeu muitos políticos e líderes empresariais na América Latina e além.

As fases recentes da investigação visam empresas multinacionais sediadas fora do Brasil.

Na semana passada, os promotores tomaram medidas semelhantes contra a comerciante de petróleo Trafigura por supostamente subornar funcionários da Petrobras para garantir o embarque de combustível.

Em agosto, promotores brasileiros apresentaram acusações criminais contra dois indivíduos envolvidos no suposto esquema de suborno da Maersk.

No Brasil, os promotores podem apresentar ações criminais apenas contra pessoas físicas, e as empresas estão sujeitas apenas a sanções administrativas, que podem incluir multas.

📣 O Indian Express está agora no Telegram. Clique aqui para entrar em nosso canal (@indianexpress) e ficar atualizado com as últimas manchetes

Para todas as últimas notícias do mundo, baixe o aplicativo Indian Express.

.