Quarentena para Covid infectado nos EUA tem período reduzido de 7 dias em caso de teste negativo, indica CDC | Coronavírus


O Center for Disease Prevention Control (CDC), a agência de saúde dos Estados Unidos, redefiniu o tempo recomendado para um paciente ficar isolado após o contato com o novo coronavírus. Nos próximos dias, de acordo com agências americanas, mais detalhes serão divulgados em um documento a respeito das mudanças.

(CORREÇÃO: O G1 foi errado informar inicialmente que o CDC reduziria a quarentena para pacientes infectados com um teste positivo para o novo coronavírus. Na verdade, a agência de saúde dos Estados Unidos encurtará o período de isolamento apenas para pacientes com teste negativo para o vírus. A informação foi corrigida às 16:39)

  • Desde a início da pandemia, a recomendação era de 14 dias após possível contato com o vírus ou resultado de teste positivo;
  • Agora, o CDC recomenda 7 dias de quarentena se a pessoa tiver um teste negativo e 10 dias em caso de contato com uma pessoa infectada;
  • A recomendação internacional da Organização Mundial da Saúde, entretanto, permanece por 14 dias.

Em entrevista à Associated Press, um alto funcionário do governo disse que a medida já vinha sendo discutida há algum tempo com base em estudos de cientistas sobre o período de incubação do vírus (tempo entre o contato com o coronavírus e o desenvolvimento dos sintomas).

Henry Walke, um dos diretores da agência, fez uma reserva à emissora americana CNBC. Ele explicou que o 14 dias ainda é “a melhor maneira de prevenir a transmissão de Sars-CoV-2”, mas a nova opção é uma alternativa mais curta e “aceitável”.

“A redução da duração da quarentena pode facilitar a continuidade das ações de saúde mais críticas, reduzindo as dificuldades econômicas associadas a um período mais longo, principalmente se não puderem trabalhar durante esse período”, acrescentou.

De acordo com uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins, os Estados Unidos têm mais de 13,7 milhões de casos confirmados de Covid-19, com 271.347 mortes devido à doença. A mesma base de dados aponta o Brasil como o terceiro país mais afetado pelo número de pessoas infectadas pela doença, com 6,3 milhões de casos e 173.817 óbitos.

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