Robinho usou termos baixos ao falar sobre vítima de estupro e aconselhou amigo a voltar ao Brasil para evitar prisão, revela site


Robinho usou palavrões e rebaixamento ao falar de uma vítima e também aconselhou seu amigo Ricardo Falco, assim como aquele que foi condenado em segunda instância pela Justiça italiana pelo crime de estupro coletivo, a deixar a Itália e retornar ao Brasil para evitar qualquer chance de ser preso. É o que revelou o portal UOL nesta sexta-feira (11), após ter acesso a um trecho inédito das gravações das conversas do jogador que fazem parte do processo.

“Cara, você quer um conselho? Nem vá lá, volte para o Brasil, pelo menos você não vai estar na cana (risos)”, disse o jovem de 36 anos.

As conversas a que o site teve acesso são transcrições de ligações feitas entre Robinho e alguns amigos envolvidos no crime. Destes, apenas Robinho e Falco respondem pelo ocorrido, pois os demais já estavam fora da jurisdição italiana quando o processo teve início.

Falando na possibilidade de ser chamado para depor sobre o crime, ocorrido em 2013 em uma boate de Milão, o jogador usou termos baixos para se referir à vítima, uma albanesa de 23 anos.

“Se a galera me disser para ir lá e testemunhar será f … o que eu vou falar? […] Sobre o que vou testemunhar? Oito cara rangeu a mina […]. Olha em que estágio estou ”, disse Robinho em conexão com um amigo.

De acordo com o portal, uma transcrição dessa conversa foi anexada ao processo de 18 de novembro.

Robinho e Rodrigo Falco foram enquadrados no artigo “609 bis” do código penal italiano, que caracteriza a participação de duas ou mais pessoas reunidas por ato de violência sexual, obrigando a vítima em questão a praticar sexo por motivos “físicos ou psicológicos inferioridade ””. Neste caso, o albanês estava “completamente bêbado”, segundo o depoimento da vítima.

Mesmo com a sentença de 9 anos de prisão confirmada pelo Tribunal de Justiça de Milão nesta quinta-feira (10), o caso ainda não está encerrado. A defesa vai recorrer ao Tribunal de Cassação, equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil.

Os réus só podem ser considerados culpados se forem condenados em última instância.

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