Rogério Ceni admite ‘peso gigantesco’ em queda na Libertadores e justifica saídas de Arrascaeta e Everton


Rogério Ceni viu suas escolhas pesarem na queda do Flamengo, nesta terça-feira, pelas oitavas de final da Libertadores. O Rubro-Negro caiu em pleno Maracanã, após novo empate em 1 a 1 com o Racing, que conquistou a vaga por triunfo nos pênaltis. E o treinador admitiu o peso “gigantesco” da eliminação.




Equipe de Rogério Ceni caiu nas oitavas de final da Libertadores (Foto: AFP)

Foto: Lance!

– O peso é gigantesco. A Libertadores tem a maior importância dos campeonatos que disputamos na América do Sul. Não há como medir tamanho, perda financeira, confiança, o que pode afetar o dia a dia. O que temos que fazer é seguir trabalhando muito, fazer com que a equipe produza mais para conquistar o último título, que é o brasileiro – disse o treinador, um dos alvos de protestos fora do Maracanã.

Ceni também comentou as saídas de Arrascaeta e Everton Ribeiro, em um curto intervalo e quando o Racing já havia aberto o placar, na fase final. Ele justificou: alternativa para mais “velocidade nas laterais”.

– Foi um jogo que, por melhor que eles (Arrascaeta e Everton Ribeiro) tenham, é preciso velocidade nas laterais. Reforçamos o meio, abrimos o Vitinho pela direita e o Bruno Henrique, pela esquerda, arriscando um pouco mais para manter a pressão – explicou Ceni.

O técnico também foi abordado sobre possível pressão no cargo, onde está há menos de um mês:

– Acredito que posso continuar dando o meu melhor todos os dias. Isso é o que eu predisponho a fazer quando vim aqui. Trabalhar para que a equipe possa pressionar mais, ter mais quilometragem no jogo, aprimorar aspectos táticos e técnicos. Simplesmente não consigo controlar o resultado. Isso não é possível por parte de ninguém.

– Sei da minha dedicação nos últimos 21 dias. Trabalhei de 12 a 14 horas por dia, tentando pensar e conduzir treinamentos para que essa equipe melhore cada vez mais sua intensidade. Só tenho coisas boas para falar sobre atletas. É uma oportunidade fantástica na vida, infelizmente a Libertadores ficou para trás – finalizou Ceni.

Já o Flamengo, eliminado na Copa do Brasil e na Libertadores com intervalo de 13 dias, terá que recolher os cacos e devolver os holofotes, agora exclusivos, ao brasileiro. O próximo jogo será neste sábado, contra o Botafogo, no Nilton Santos.

Confira outros trechos da entrevista de Rogério Ceni:

Lance ‘orgulho’

– Temos que analisar tudo que essa equipe construiu. É sempre um orgulho trabalhar com atletas deste nível. O resultado não expressa o que essa equipe produziu hoje. Eu sei sobre todos eles sendo entregues.

Pedro só na reta final

– O Pedro não conseguiu jogar 90 minutos. Achamos que 30 minutos era o melhor que podíamos entregar. O Pedro veio de lesão, treinou apenas dois dias connosco e não conseguiu jogar uma partida inteira. Nós seguramos o máximo que podemos para colocá-lo.

Veja também:





Mostramos o cenário da luta pelo melhor prêmio do mundo

Lançar!

  • separador