Telecomunicações brasileiras desprezam funcionário dos EUA sobre mídia de pressão 5G da Huawei


BRASÍLIA, 6 de novembro (Reuters) – As quatro maiores empresas de telecomunicações do Brasil decidiram não se reunir com um funcionário sênior dos EUA que defendeu a exclusão da chinesa Huawei Technologies Co do mercado brasileiro de equipamentos 5G, relataram dois jornais locais na sexta-feira.

As transportadoras rejeitaram pressões indevidas para recusar um convite da embaixada dos EUA para se reunir na segunda-feira em São Paulo com Keith Krach, subsecretário de estado dos EUA para o crescimento econômico, energia e meio ambiente, disseram fontes não identificadas da indústria.

Telefonica Brasil SA, Grupo Oi SA, TIM Participações SA, controlada pela Telecom Italia SpA e Claro, de propriedade da mexicana America Movil SAB de CV, cada uma controlando entre 19% e 29% do mercado de telefonia móvel do Brasil.

Eles já usam equipamentos da Huawei na preparação para o leilão de concessões de espectro no próximo ano no Brasil e não apóiam a proibição da Huawei pedida pelo governo dos Estados Unidos.

A Folha de S.Paulo noticiou pela primeira vez o convite feito pelo embaixador norte-americano Todd Chapman, e com o Valor Econômico os dois jornais noticiaram que as empresas preferiram não comparecer.

A embaixada dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Uma porta-voz da Oi não quis comentar.

O governo Trump intensificou os esforços para convencer as operadoras brasileiras a não comprarem equipamentos Huawei, alegando que a empresa chinesa se reporta ao governo comunista da China e é um risco à segurança que ameaça a privacidade dos usuários sem fio em todo o mundo. Ofereceu-se para financiar a compra de equipamentos 5G de empresas ocidentais como Nokia e Ericsson.

“Huawei é a espinha dorsal da vigilância global da China”, escreveu Krach em artigo de opinião publicado em agosto pelo jornal brasileiro O Globo.

Krach disse que o governo dos EUA e seus parceiros estão acelerando os esforços para proteger a segurança econômica global ao restringir o envolvimento da Huawei em redes 5G.

“Existem agora mais de 30 países participando da Rede Limpa”, escreveu ele. (Escrita por Anthony Boadle; Edição por David Gregorio)

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