Tribunal Superior Eleitoral brasileiro atingido por grande ciberataque


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi atingido por um grande ciberataque que paralisará seu funcionamento por uma semana inteira.

O incidente foi detectado nesta terça-feira (3), durante várias sessões de julgamento. De acordo com o STJ, foi detectado um vírus na rede do Tribunal e, por medida de precaução, os links para a internet foram desconectados, levando ao cancelamento das sessões de julgamento. Todos os sistemas do Tribunal, incluindo o e-mail, bem como a configuração da telefonia, também ficaram indisponíveis.

O ministro do STJ, Humberto Martins, divulgou ontem (5) nota sobre o ocorrido, informando que o atentado não afetou as informações relativas aos processos judiciais em andamento. Segundo nota do ministro, a invasão bloqueou o acesso aos dados por meio de criptografia, mas havia backups no local.

Posteriormente, descobriu-se que o ataque também afetou os backups do Tribunal no que está sendo descrito como o pior incidente de segurança cibernética já registrado no Brasil.

Ao lado do Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro e do pool de fornecedores de tecnologia do STJ, que inclui empresas como a Microsoft, a instituição trabalha agora na recuperação do ambiente de sistemas, por meio de backups em fita.

Todas as sessões do STJ, que aconteciam virtualmente, também foram suspensas. De acordo com o Tribunal, apenas casos urgentes estão sendo tratados enquanto a força-tarefa de recuperação avança e a expectativa é que os sistemas estejam funcionando em 10 de novembro.

Inquérito da Polícia Federal foi iniciado a pedido do STJ. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse em sessão ao vivo ontem (5) que um resgate havia sido exigido pelos autores do ataque e que os atores responsáveis ​​pelo evento já haviam sido encontrados. No entanto, isso não havia sido confirmado pela polícia no momento da redação.

O ciberataque do STJ acompanha a notícia deste domingo (01) de que o Conselho Nacional de Justiça foi alvo de “acesso não autorizado” a seus servidores.